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A ECONOMIA AMERICANA E OS MERCADOS

O QUE JANET YELLEN SABE, MAS NÃO REVELA Na semana passada, os mercados reagiram negativamente às revelações do relatório sobre emprego nos EUA. Este indicava que a economia daquele país havia acrescentado 38.000 novos empregos, o pior indicador em seis anos. A Chefe do Federal Reserve fez pouco caso afirmando que, apesar de pouco, o número ainda indica um crescimento da economia e que o fato é positivo. Por via das dúvidas, Janet Yellen achou por bem prorrogar o prometido aumento da taxa de juros, que como eu já havia previsto, não seria aumentada, outra vez. Minhas razões são racionais e não emocionais. Então vejamos o que a Yellen sabe muito bem para tomar esta decisão acertada. Ela sabe que o importante não é observar o número em si, mas a tendência, a qual se comparada com os trimestres anteriores revelam uma queda continua na oferta de novos empregos. Outro dado é ter em mente que as informações sobre a…

ARÁBIA SAUDITA E A SECRETA BOMBA FINANCEIRA

ARÁBIA SAUDITA – O que ainda não contei. Há cinco anos atrás, encontrei-me com um velho amigo argentino, executivo da sucursal de um grande banco europeu e residente em Nova York.  Fomos comer um brunch no restaurante Balthazar, em pleno Soho, e entre vinhos e saborosa comida discutimos a situação da economia americana a qual acompanho de perto, há bastante tempo. Meu interlocutor estava muito otimista e comentou que os EUA estavam desenvolvendo uma nova tecnologia ligada ao setor energético que era tão rentável que seria capaz de pagar, em 10 anos, a totalidade da dívida nacional. Disse-me que se tratava de um quase segredo de estado e que iria colocar a OPEP de joelhos. —Nesse caso, esse “segredo” deve estar relacionado com o petróleo e, se me permite a intromissão, com as pesquisas relacionadas às rochas de xisto, estou certo? Ele tentou disfarçar a surpresa e acrescentou que se tratava de segredo para o grande público e para a…

MERCADOS – DE OLHO NO FUTURO

Todos nós sabemos que o mundo está encalacrado em dívidas; os países têm dificuldade de renegociá-las ou de efetuar a recomposição delas em prazos maiores e com taxas mais camaradas porque, afinal, as taxas praticadas nos mercados, há cerca de nove anos, são quase nulas, quando não negativas. Por essa razão, os políticos aproveitaram para tomar empréstimos muito baratos, não para aplicarem em investimentos rentáveis que produzissem retornos suficientes para pagá-los, mas para programas sociais que permitissem maior apoio popular a seus projetos de permanência no poder sem a preocupação com a sustentabilidade desses programas. “Facilidades produzem tragédias”, segundo a filosofia chinesa. Porto Rico está insolvente; Grécia em default e humilhado pela Europa; Portugal, Espanha, Itália, Brasil, Venezuela, Rússia, Japão e até EUA, como já tive a oportunidade de demonstrar na série de artigos “A Economia Americana”, todos endividados muito além do que seria razoável. A China está se reinventando, porque não consegue manter seu modelo exportador num mundo em…

A MUDANÇA DE PARADIGMA QUE ESTÁ AFETANDO TODO O MUNDO

Como Kissinger salvou o trono do King Dollar Para situá-lo no contexto deste artigo, cujo tema não verá discutido na mídia, embora seja de suma importância, pois afetará o nosso modo de vida presente, no futuro próximo, vou antes recorrer a alguns fatos históricos. O Sistema Monetário Internacional recriado em 1944 em Bretton Woods (BW), após a WWII, colocou o dólar americano no trono da moeda reserva internacional, desbancando o British Pound Sterling que reinou sozinho por séculos. O Sistema BW atrelava cada moeda, dos vários países integrantes do acordo, ao US dollar em uma taxa fixa de câmbio e o US dollar fixado ao ouro a uma taxa oficial de US$ 35/ounce. A vinculação do ouro ao dólar é que garantiu a confiabilidade da moeda, já que o Sistema BW permitia a qualquer país, empresa ou cidadão trocar seus dólares pela quantidade de ouro equivalente, à taxa oficial. O sistema funcionou muito bem até que, no decorrer dos anos…