OPEC

ARÁBIA SAUDITA E A SECRETA BOMBA FINANCEIRA

ARÁBIA SAUDITA – O que ainda não contei. Há cinco anos atrás, encontrei-me com um velho amigo argentino, executivo da sucursal de um grande banco europeu e residente em Nova York.  Fomos comer um brunch no restaurante Balthazar, em pleno Soho, e entre vinhos e saborosa comida discutimos a situação da economia americana a qual acompanho de perto, há bastante tempo. Meu interlocutor estava muito otimista e comentou que os EUA estavam desenvolvendo uma nova tecnologia ligada ao setor energético que era tão rentável que seria capaz de pagar, em 10 anos, a totalidade da dívida nacional. Disse-me que se tratava de um quase segredo de estado e que iria colocar a OPEP de joelhos. —Nesse caso, esse “segredo” deve estar relacionado com o petróleo e, se me permite a intromissão, com as pesquisas relacionadas às rochas de xisto, estou certo? Ele tentou disfarçar a surpresa e acrescentou que se tratava de segredo para o grande público e para a…

A MUDANÇA DE PARADIGMA QUE ESTÁ AFETANDO TODO O MUNDO

Como Kissinger salvou o trono do King Dollar Para situá-lo no contexto deste artigo, cujo tema não verá discutido na mídia, embora seja de suma importância, pois afetará o nosso modo de vida presente, no futuro próximo, vou antes recorrer a alguns fatos históricos. O Sistema Monetário Internacional recriado em 1944 em Bretton Woods (BW), após a WWII, colocou o dólar americano no trono da moeda reserva internacional, desbancando o British Pound Sterling que reinou sozinho por séculos. O Sistema BW atrelava cada moeda, dos vários países integrantes do acordo, ao US dollar em uma taxa fixa de câmbio e o US dollar fixado ao ouro a uma taxa oficial de US$ 35/ounce. A vinculação do ouro ao dólar é que garantiu a confiabilidade da moeda, já que o Sistema BW permitia a qualquer país, empresa ou cidadão trocar seus dólares pela quantidade de ouro equivalente, à taxa oficial. O sistema funcionou muito bem até que, no decorrer dos anos…

A NOVA GUERRA DO PETRÓLEO – NOVOS DESMEMBRAMENTOS

Eu desejava estar errado em minhas previsões, mas os resultados mostram que estava certo, outra vez. No relatório “A Nova Guerra do Petróleo” expliquei as causas da enorme queda de preços desta commodity no mercado internacional, prevendo que pelas suas causas essa situação não será passageira, mas poderá se agravar e durar muitos anos, derrotando completamente o programa do ‘pré-sal’ que tanto custou e custará aos donos dessa riqueza, o povo brasileiro. As causas são simples: por um lado os EUA que foram, durante décadas, grandes importadores de óleo proveniente do Oriente Médio, especialmente da Arábia Saudita, desenvolveram a tecnologia do ‘fracking’ que permitiu a exploração do petróleo em poços horizontais nas rochas de xisto. Mais recentemente, essa técnica foi aprimorada com a introdução da técnica do ‘propant’ que permitiu um aproveitamento superior do mesmo poço promovendo, em consequência, um aumento extraordinário da produção a custos mais baixos e superando a produção total da Arábia Saudita. Resultado, de importadores os…

A NOVA GUERRA DO PETRÓLEO

Os EUA desenvolveram nos últimos anos uma tecnologia revolucionaria e inovadora para a extração de petróleo das rochas de xisto, chamada de fracking que consiste basicamente na injeção de água com alta pressão nas rochas e recolhimento do petróleo em poços horizontais. Nada comparável ao pré-sal que pretende extrair petróleo nas profundidades de 6 a 7 Kms sob as águas do oceano, com  altíssimos custos e alto risco de produzir desastres ecológicos de proporções mundiais. Para se ter uma ideia mais acurada da questão basta citar que na perfuração de poços convencionais, os verticais, 2/3 dos poços ou mais são secos ou antieconômicos. Nos poços horizontais das rochas de xisto, 95% dos poços são produtivos. Se você fosse agraciado com uma fortuna de herança, onde investiria seu dinheiro no negócio de petróleo? Apesar das analises e opiniões de analistas desmerecendo a nova tecnologia, como pode ser observado pela internet nos anos de 2010,2011 e 2012, o fato real é que…