A Guerra das Moedas

GUERRA COMERCIAL EUA & CHINA

O FATO: No dia seis de julho, dia no qual a Seleção do Brasil voltou para casa, a guerra comercial imposta por Trump foi iniciada, para valer. EM QUE CONSISTE: Vários produtos importados da China, principalmente aço e alumínio, além de outros produtos dos setores de tecnologia, aeroespacial, TI, autopeças e instrumentos de medicina terão taxas aduaneiras de 25%. O QUE ISSO REPRESENTA: US$ 34 bilhões de produtos oriundos da China ficarão mais caros para os americanos. Na realidade é muito pouco e pouco irá afetar as exportações globais da China, incluindo as destinadas aos EUA. Esse Valor é muito inferior às exportações totais da China para os EUA. Ademais os produtos americanos, como aço e alumínio, são mais caros e menos competitivos que os produzidos na China. Contudo, os americanos não irão investir em novas fábricas ou na modernização das existentes, para aumentar a produção interna e melhorar a competividade, porque não estão seguros de que essas medidas sejam…

China finaliza a implantação de seu secreto plano estratégico

Vim passar uns dias em Guarujá para meu retiro periódico e solitário de uma semana. Hoje acordei bem cedo, antes das seis horas, fiz meus alongamentos habituais e contemplei a praia de Pitangueiras vazia de gente e guarda sóis. Fiz, em seguida, uma meditação profunda e prolongada e só retornei às oito, quando a praia, contemplada da minha varanda, já apresentava muito movimento, o sol ia alto e quente e eu estava cheio de vontade de escrever e partilhar minhas avaliações com os poucos, mas felizmente diferenciados e fieis leitoras e leitores. Enquanto Trump se distrai em tuitar suas ameaças ao jovem Líder Atômico e buscar, sem sucesso, o apoio da China para conter o avanço do programa nuclear na Coreia do Norte, a China está ativamente estruturando e finalizando o secreto Plano Estratégico que publiquei, em três capítulos, em 23 de setembro de 2015, o qual faz hoje seu segundo aniversário. Confesso que o li, novamente, e fiquei surpreendido…

PODER MUNDIAL SOFRERÁ GIRO DE 180°

Hopi Hari, o maior parque temático e de diversões do Brasil vai fechar. Motivo: excesso de dívidas que provocou a insolvência do grupo. Essa notícia vocês já sabem, leram nos jornais e viram no noticiário de TV, mas não tem nenhuma importância, pois milhares de outras empresas comerciais, industriais e de serviços fecharam pelo mesmo motivo: excesso de dívidas que produzem queda de receita e de crédito e conduzem à bancarrota. Se é verdade para empresas mal geridas também é verdade para países mal administrados: Grécia, Porto Rico, Venezuela falidos e o Brasil a caminho do abismo, como afirmou Delfim Neto, se os políticos não tomarem vergonha e aprovarem as reformas que estão sendo propostas, sem desfigurá-las. A nossa crise desempregou 14 milhões de brasileiros, mas o número de desempregados e miseráveis é visivelmente muito maior. O que pretendo revelar aqui trata-se de acontecimentos em âmbito global, muito importantes e tenho certeza de que quase ninguém está sabendo o que…

EUA, CHINA, RÚSSIA E O MUNDO QUE SE DANE

Há muitos e respeitáveis analistas do mercado financeiro apostando numa maxidesvalorização do Yuan, a moeda chinesa, o que traria, caso efetivada, tumultos nos mercados mundiais como a queda abrupta nas bolsas de valores em todo o mundo, Brasil incluído. Falam até em queda de 20 a 30% o que produziria uma perda de riqueza excepcional. Darei abaixo o decálogo de motivos que são arrolados para essa previsão e, em seguida, minhas ideias à respeito, que indicam porque não partilho da mesma opinião. 1-Trump declarou várias vezes, inclusive no twitter, que a China é manipuladora de sua moeda. 2-Surpreendentemente, também declarou que o dólar está muito forte e ele quer um dólar mais fraco. Consequentemente, Trump espera que a China deixe sua moeda valorizar mais. 3-Trump colocou em risco a política chinesa de “Uma Só China”. Essa política significa que a China quer que os EUA continuem a reconhecer Taiwan, a província rebelde, como parte do território chinês e não como outro…

TRUMP, SEUS PROJETOS E A NOVA MOEDA MUNDIAL

Este será o último relatório que publicarei neste ano. A importância dele é avaliar até que ponto o novo presidente Donald Trump seguirá adiante com suas promessas eleitorais. Nesta análise estarei atualizando a situação econômica real dos EUA e sua inter-relação com um mundo em rápida mutação e novos paradigmas. TRUMP E SEUS PROJETOS Os analistas de mercado comparam o projeto de Trump ao de Reagan, que em sua ocasião produziu crescimento econômico, bolsas em alta e ofertas generosas de emprego. Como as propostas são semelhantes, o mercado reagiu com euforia a partir de novembro, após a inesperada vitória de Trump, antecipada meses antes em minhas colunas. Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 subiram com grande euforia antecipando o “Make America Great Again”. Será isso possível? As condições na época de Reagan eram completamente diferentes das atuais. O endividamento do país era de 55% do PIB, os EE. UU tinham a hegemonia do comércio mundial e o dólar reinava sozinho…

Sistema Financeiro Internacional – Mudanças à vista que impactarão nossa vida

1- Um Mundo Endividado De acordo com o FMI, o mundo está inundado com US$ 152 trilhões de débitos, públicos e privados. Esse número sozinho diz muito e nada, ao mesmo tempo. Então vejamos o que significa, realmente: esse monte de trilhões cobriria nove campos de futebol apenas com notas de $100 dólares empilhadas a uma altura de 33 metros, o equivalente a um prédio de 11 andares. A ideia ficou melhor, agora? Esse débito significava, 225% do produto bruto mundial, em 2015. Trocando em miúdos, significa que para cada dólar de riqueza criada, com produção de bens e serviços, se faz necessário $2,25 de novos empréstimos. Como referência, quando a União Europeia foi criada ficou estabelecido um acordo entre os países membros de que cada país não poderia exceder 60% na relação débito/GDP. (GDP é o equivalente ao nosso PIB). Entretanto, Grécia, Espanha, Itália, Portugal e quase a maioria dos países não respeitaram esse limite e a Europa está…

A QUEDA ANUNCIADA DO DOLAR

Quando em minhas publicações, todas disponíveis neste site, demonstrei com relatórios oficiais e dados da economia americana que o dólar não tinha sustentabilidade e iria cair, ao redor de 30%, pouca gente acreditou. Disseram que os americanos sempre deram a volta por cima e que o dólar era o paraíso da segurança. Quem acreditou se deu bem e defendeu seu patrimônio, os demais perderam dinheiro de forma irrecuperável. A tendência está longe de terminar. No próximo dia 4 de setembro haverá um novo encontro do G-20 em Hangzhou, na China, onde provavelmente comparecerá Michel Temer na qualidade de presidente efetivo em sua primeira viagem oficial internacional. O presidente Xi Jinping será o presidente do evento e anunciará sua condição de ser um igual parceiro com os EUA na administração do Sistema Financeiro Internacional. A partir dessa data, o yuan, o ouro e SDR serão as alternativas ao King Dollar, cuja importância como moeda reserva irá fenecendo a partir de então.…

A ECONOMIA AMERICANA E OS MERCADOS

O QUE JANET YELLEN SABE, MAS NÃO REVELA Na semana passada, os mercados reagiram negativamente às revelações do relatório sobre emprego nos EUA. Este indicava que a economia daquele país havia acrescentado 38.000 novos empregos, o pior indicador em seis anos. A Chefe do Federal Reserve fez pouco caso afirmando que, apesar de pouco, o número ainda indica um crescimento da economia e que o fato é positivo. Por via das dúvidas, Janet Yellen achou por bem prorrogar o prometido aumento da taxa de juros, que como eu já havia previsto, não seria aumentada, outra vez. Minhas razões são racionais e não emocionais. Então vejamos o que a Yellen sabe muito bem para tomar esta decisão acertada. Ela sabe que o importante não é observar o número em si, mas a tendência, a qual se comparada com os trimestres anteriores revelam uma queda continua na oferta de novos empregos. Outro dado é ter em mente que as informações sobre a…

A MUDANÇA DE PARADIGMA QUE ESTÁ AFETANDO TODO O MUNDO

Como Kissinger salvou o trono do King Dollar Para situá-lo no contexto deste artigo, cujo tema não verá discutido na mídia, embora seja de suma importância, pois afetará o nosso modo de vida presente, no futuro próximo, vou antes recorrer a alguns fatos históricos. O Sistema Monetário Internacional recriado em 1944 em Bretton Woods (BW), após a WWII, colocou o dólar americano no trono da moeda reserva internacional, desbancando o British Pound Sterling que reinou sozinho por séculos. O Sistema BW atrelava cada moeda, dos vários países integrantes do acordo, ao US dollar em uma taxa fixa de câmbio e o US dollar fixado ao ouro a uma taxa oficial de US$ 35/ounce. A vinculação do ouro ao dólar é que garantiu a confiabilidade da moeda, já que o Sistema BW permitia a qualquer país, empresa ou cidadão trocar seus dólares pela quantidade de ouro equivalente, à taxa oficial. O sistema funcionou muito bem até que, no decorrer dos anos…

Inclusão do Yuan em cesta de divisas do FMI

Em outubro, na reunião do FMI realizada em Lima, Peru, a inclusão do Yuan foi negada pelos EUA. Agora, em novembro, a diretora gerente da instituição afirma o contrário, tal como previ que iria ocorrer. Isso surpreendeu muita gente, mas não os meus leitores que vêm acompanhando todos os detalhes e desdobramentos da situação. Só que ela não citou a razão que está por trás da decisão, mas meus leitores já sabem, muito antes de março próximo, se leram meu último relatório Yuan Moeda Reserva II. Lagarde apoia inclusão do Yuan em cesta de divisas do FMI Washington, 14 nov (EFE).- A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, anunciou nesta sexta-feira seu “respaldo” ao relatório técnico que dá sinal verde à inclusão do Yuan chinês na cesta de divisas que compõem os Direitos Especiais de Giro (SDR, na sigla em inglês), moeda nominal da entidade. “Em seu boletim, os técnicos do Fundo avaliam que o Yuan cumpre os…

YUAN – MOEDA RESERVA – II

A China não parece satisfeita com a proposta do FMI de dar uma participação de apenas 10% na SDR e ainda exigir a vinculação do Yuan ao dólar. Como boa estrategista, a China está procurando tirar benefício da crise geopolítica internacional que está afetando o comercio de commodities, penalizando seus preços. Recordando, os EUA eram o maior consumidor de petróleo da OPEP, especialmente da Arábia Saudita. Desde que o presidente Nixon aboliu, em agosto de 1971, o padrão ouro como respaldo da moeda americana, substituindo-o pelos petrodólares, todo o comércio de commodities passou a ser cotado em dólares, a moeda dominante no mercado internacional. Há cerca de cinco anos, os EUA desenvolveram uma nova e revolucionária tecnologia para exploração de petróleo nas rochas de xisto. Essa nova técnica, o ‘fracking’ vem sendo aperfeiçoada mais e mais, o que conferiu ao país uma capacidade de exploração mais barata e com volume já superior ao da Arábia Saudita, seu maior exportador. De…

YUAN – MOEDA RESERVA – I

Na terceira parte do meu relatório “China e seu Secreto Plano Estratégico”, o terminei com a previsão que reproduzo abaixo e o convido a lê-lo com muita atenção: “Agora, pare um pouco e pense na seguinte situação: suponha que em outubro próximo, quando o FMI se reunirá em Lima, no Peru, para decidir, como faz a cada cinco anos, quais moedas entrarão e sairão da cesta SDR e lá estarão presentes os representantes do Reino Unido, Europa, Japão, Suíça, Austrália, Canadá, USA e o Ministro de Finanças da China, Lou Jiwei e, quando os EUA derem o seu voto de Minerva obstaculizando o ingresso da China, o ministro lance sobre a mesa a carta que tem na manga provando que suas reservas em ouro superam não apenas à dos EUA, mas a soma de todas os demais integrantes da cesta? Isso criará uma dramática alteração no mundo das finanças e no estilo de vida dos americanos, pegos totalmente de surpresa e…

CHINA LUTA POR MAIS ESPAÇO

Na série de artigos da “A GUERRA DAS MOEDAS” tive a oportunidade de mencionar que a China pleiteia o ingresso na cesta de moedas do FMI, denominada SDR, e atualmente está preparada para atender a todas as exigências daquela instituição. Tal iniciativa não convém aos EUA que têm o voto de minerva e já o utilizaram há cinco anos atrás obstaculizando as pretensões da China. Em outubro próximo o FMI se reunirá em Lima, no Peru, para tomar essa decisão, mas os EUA já informaram que o seu voto será negativo.  O FMI, que não tem como negar objetivamente essa justa pretensão da China, optou por prorrogar a data da decisão para setembro de 2016. A notícia caiu como uma bomba na China e o Ministro das Finanças minimizou a questão afirmando que o país não precisa se preocupar com o não ingresso do Yuan na cesta de moedas. A seguir explicarei o que há por trás disso. A China…

Crash do Yuan?

A midia especializada só fala disso.  Alguns jornalistas repetem o que ouvem e não se dão ao trabalho de pesquisa e, desse modo, informam mal e frequentemente da maneira errada.  Não houve crash nenhum e mostrarei em seguida os fatos em sua real perspectiva. Iniciemos observando o gráfico abaixo que mostra o tamanho da desvalorização de moedas de economias desenvolvidas, como a Europa e China e de paises emergentes como Australia e Brasil, em relação ao dolar.   O real caiu 40% em um ano, isto sim é crash, o euro e o dolar australiano desvalorizaram pouco mais de 20 %, o que é uma queda importante, mas o Yuan desvalorizou apenas 3% e, assim mesmo, porque o governo quis. Embora não faça parte do governo chinês, acredito que deverá ocorrer mais alguma queda, digamos até 10 %.  Por quê?   Antes de responder a pergunda que eu mesmo fiz, deixe-me esclarecer alguns conceitos importantes que facilitarão a compreensão dos ainda…

Minhas Previsões Estão Se Confirmando

Andei pesquisando algumas estatísticas relacionadas com o tema de meu ensaio ‘A GUERRA DAS MOEDAS’ e, surpreendentemente, minhas avaliações e prognósticos estão se confirmando, inteiramente. A fonte que utilizei é a seguinte: Swift for Banks – www.swift.com Muita gente, mesmo da área financeira, não sabe o que é swift e o grande e devastador poder que esta sigla possui. Society of Worldwide Interbank Financial Telecommunication – SWIFT – não é banco ou qualquer instituição financeira, ela se assemelha mais à uma companhia de telefone ou a um provedor de intranet que permite e facilita a comunicação entre seus membros. O tráfego de mensagens Swift é como o oxigênio que mantém vivo e ativo o sistema financeiro global. Em 2012 os EUA e seus aliados foram bem-sucedidos ao manter os bancos iranianos fora do sistema swift. Isso representou um enorme prejuízo para a economia do Irã que ficou isolada do sistema financeiro internacional não podendo efetuar operações cambiais para pagar importações…

Letter 06 – Quem será o vencedor? Os derrotados seremos nós!

Dagoberto Aranha Pacheco Recordando um pouco da história, até meados do século XX o governo americano não podia emitir dinheiro à vontade como faz atualmente. O volume de dinheiro em circulação era vinculado a uma quantidade de ouro depositada no Banco Central, o FED. Cada cidadão americano podia ir a qualquer banco e trocar seus dólares por valor equivalente em ouro. Esse foi o motivo que deu confiança a um pedaço de papel impresso chamado dólar e manteve estável o sistema financeiro por mais de um século. Em 1971, o então Pres. Nixon, aboliu o padrão ouro e o substituiu pelo ouro negro, o petróleo. Juntamente com o Secretário do Tesouro, Henry Kissinger, viajou até a Arábia Saudita, sentou-se com os donos do petróleo da OPEP e fez a seguinte proposta: toda a comercialização do petróleo em escala mundial seria feita numa só moeda, o dólar. Em contrapartida, os EUA se comprometiam a oferecer aos produtores proteção militar, já que…