A ECONOMIA AMERICANA – ATUALIZAÇÕES

O déficit federal dos EUA eram, no início de 2.000, US$ 6 trilhões. Agora, em 2019, US$ 23 trilhões. Déficit crescendo na média de quase 900 bilhões, por ano. No período de 19 anos cresceu 300%, praticamente quadruplicou. No período imediato anterior, levou 38 anos para quadruplicar o déficit. Acelerando!

As notícias que você recebe pela imprensa é que tudo vai bem, desemprego não existe, economia crescendo. Realmente, 300% é um crescimento enorme!

Você certamente conhece a história do sujeito que se atirou do 20º andar e lá pela altura do 10º disse para os que estavam na janela: “Até aqui, tudo bem!”

Qual país resiste a levar para sempre o que não produz, sem consequências?

Quem financiava a dívida americana? Pensou na China, acertou. Suas imensas reservas nos EUA de pouco mais de $5 trilhões, antes do governo Trump, eram aplicados em títulos da dívida e letras do Tesouro. Agora, após a guerra comercial, não mais. A China, ao contrário vem sacando o saldo da reserva que já se reduziu para menos de $2,5 trilhões.

Trump, necessitando de financiar a dívida crescente e imparável, criou taxas de importação para vários produtos da China, uma forma de criar um imposto disfarçado de boas intenções protecionistas. Não está dando certo, aliás está tudo errado!

As importações da China perderam um pouco de volume, mas em valor cresceram mais, com os preços 25% maiores que os americanos pagam.

Já expliquei aqui neste site as verdadeiras razões dessa guerra comercial. Se quiser refrescar a memória pode conseguir o texto neste site. ( vide USA vs CHINA – A GUERRA COMERCIAL?)

Para comprovar que minha visão estava correta, basta ver que a mesma guerra saiu da esfera da China e se estendeu pela Europa, Canadá, México e até Brasil, com taxação em aços e alumínio, ainda em forma de ameaças, graças à intervenção bem-sucedida do nosso presidente.

Recentemente, em minha análise técnica do Índice Dow Jones, adverti que vários indicadores mostravam divergência com o movimento altista do índice indicando proximidade com uma correção forte, com características de ‘crash’. (vide Dow Jones 08 10 2019)

Isso não aconteceu, felizmente, …ainda! Por quê?

O presidente do Banco Central americano vinha aumentando a taxa de juros numa política monetária, a meu ver, acertada e corretiva. Teve de voltar atrás por ordens emanadas do chefe, preocupado com as próximas eleições. Além disso, reiniciou o programa de compras de bonds, o que significa injetar dinheiro no mercado, aumentando ainda mais a liquidez, já excessiva. Resultado, os preços dos bonds subiram reduzindo a taxa de rendimento às proximidades de zero. Ademais, o excesso de liquidez, sem alternativas de investimento, com as taxas de rendimentos muito baixas e até negativas, fenômeno que estamos experimentando pela primeira vez aqui no Brasil, serviu de incentivo adicional para bombear recursos para a Bolsa de ações, o que evitou a queda que parecia iminente.

Se Trump não ceder em eliminar as taxas impostas aos produtos da China, não haverá nenhuma negociação para por fim à guerra comercial.

Agora cabe uma pergunta: qual país vai financiar a ciranda de gastos dos americanos?

Consegue visualizar algum país que não esteja afogado em dívidas e que, ademais deseje investir suas parcas economias em títulos com rendimentos nulos ou negativos?

Talvez tenha chegado o momento de adotar uma estratégia na qual o Brasil é mestre.

Trocar de moeda, ou seja, o dólar por moeda digital criptografada e começar tudo do zero.

E as dívidas? Ora você sabe o que foi feita com a dívida brasileira, a dívida argentina e a de outros bananeiros.

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Aos meus queridos e assíduos leitores faço votos que desfrutem em paz e harmonia com a família e amigos os festejos do Natal e Ano Novo.
Dagoberto

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