A ECONOMIA AMERICANA – ATUALIZAÇÕES

O déficit federal dos EUA eram, no início de 2.000, US$ 6 trilhões. Agora, em 2019, US$ 23 trilhões. Déficit crescendo na média de quase 900 bilhões, por ano. No período de 19 anos cresceu 300%, praticamente quadruplicou. No período imediato anterior, levou 38 anos para quadruplicar o déficit. Acelerando! As notícias que você recebe pela imprensa é que tudo vai bem, desemprego não existe, economia crescendo. Realmente, 300% é um crescimento enorme! Você certamente conhece a história do sujeito que se atirou do 20º andar e lá pela altura do 10º disse para os que estavam na janela: “Até aqui, tudo bem!” Qual país resiste a levar para sempre o que não produz, sem consequências? Quem financiava a dívida americana? Pensou na China, acertou. Suas imensas reservas nos EUA de pouco mais de $5 trilhões, antes do governo Trump, eram aplicados em títulos da dívida e letras do Tesouro. Agora, após a guerra comercial, não mais. A China, ao…

Livro: A ECONOMIA AMERICANA

Novo livro do escritor Dagoberto Aranha Pacheco, A ECONOMIA AMERICANA – Formato PDF, 95 páginas, distribuição gratuita. UM LIVRO PARA SER LIDO POR NÃO ECONOMISTAS “Este livro mostra a evolução real da economia americana, faz um paralelo com o que ocorre no Brasil, indica as perspectivas futuras e ensina o que cada leitor atento pode fazer para se defender através do conhecimento que vai adquirir aqui.. Dagoberto Pacheco.” Resenha do livro A ECONOMIA AMERICANA por Alex Smith Waller (alexwaller8@terra.com.br), from Londres, Inglaterra   A ECONOMIA AMERICANA – Apresentação Estamos contemplando um mundo novo em acelerada transformação, onde jovens imberbes abandonam a universidade para empreender e se transformam em bilionários antes de completar 30 anos. Os estudos universitários já não importam ou estão defasados para os novos tempos? Inversamente, empresas sólidas e tradicionais estão sendo varridas do mercado e multimilionários estão empobrecendo. Na década de 90, do século anterior, Dagoberto Pacheco previu exatamente o que está ocorrendo agora, em sua ANTOLOGIA PESSOAL, sucesso…

A ECONOMIA AMERICANA

Tenho lido muitos artigos na mídia americana afirmando que a economia dos EUA vai bem, está aquecida e muito próxima do pleno emprego. Ora, isso contraria tudo o que eu disse, após acurada análise, na minha série de mesmo nome publicada em 2016. Se é verdade o que diz o governo, as consequências serão inevitáveis: pleno emprego conduz a aumento de salários, que produz aumento da inflação, que exige medidas monetárias como o aumento da taxa de juros que, por sua vez, faz declinar o preço das ações e títulos e o declínio do valor da própria moeda. Isso por certo não vai acontecer, porque não é o que os dados dizem, como mostrarei em seguida. O custo total da produção tem a participação de dois terços dos custos trabalhistas e é claro que, se há mesmo pleno emprego, o inevitável aumento de salários acelerará a inflação de preços, em geral. Porém isso está longe de acontecer porque os cálculos…

A ECONOMIA AMERICANA E OS MERCADOS

O QUE JANET YELLEN SABE, MAS NÃO REVELA Na semana passada, os mercados reagiram negativamente às revelações do relatório sobre emprego nos EUA. Este indicava que a economia daquele país havia acrescentado 38.000 novos empregos, o pior indicador em seis anos. A Chefe do Federal Reserve fez pouco caso afirmando que, apesar de pouco, o número ainda indica um crescimento da economia e que o fato é positivo. Por via das dúvidas, Janet Yellen achou por bem prorrogar o prometido aumento da taxa de juros, que como eu já havia previsto, não seria aumentada, outra vez. Minhas razões são racionais e não emocionais. Então vejamos o que a Yellen sabe muito bem para tomar esta decisão acertada. Ela sabe que o importante não é observar o número em si, mas a tendência, a qual se comparada com os trimestres anteriores revelam uma queda continua na oferta de novos empregos. Outro dado é ter em mente que as informações sobre a…

A ECONOMIA AMERICANA IV – EPÍLOGO

Minhas previsões não são pessimistas, são realistas. A apregoada crise já começou e terá desdobramentos impressionantes. Provavelmente você ainda se lembra da ENRON, a gigante americana de energia que já foi a companhia mais admirada do mundo e que, entretanto, faliu da noite para o dia. Nem o governo, nem a imprensa, nem os brokers de Wall Street fizeram qualquer advertência. Em 2000, Charles Pearce aposentou-se dessa empresa aos 63 anos. Recebeu, em função de seu alto cargo, um portfólio de ações, bônus e opções dessa companhia no valor de $ 1,3 milhões de dólares. Ele pensava passar os dias restantes de sua vida viajando, jogando golfe com amigos e frequentado os melhores restaurantes. Quando a ENRON faliu em 2001, o fundo de Charles se reduziu de $ 1,3 milhões para apenas $13 mil.    Ele levou 33 anos para economizar esse dinheiro que desapareceu como por encanto. Mais de 20.000 empregados foram atirados à rua sem nada, milhares de investidores…

A ECONOMIA AMERICANA III

O que os americanos deveriam saber, mas não são informados. Veja aqui, passo-a-passo, o que falta para o dólar despencar 33% WALL STREET: A política financeira do FED, de juros zero e recursos abundantes para o crédito, foi a responsável pela alta continuada da Bolsa dando a impressão de que tudo corria otimamente bem com a economia e que os americanos não precisavam se preocupar. Observem os dois gráficos abaixo cobrindo o mesmo período, o da esquerda indicando a quantidade de recursos aplicados no mercado acionário e o da direita o desempenho do Índice S&P 500. Há uma correlação perfeita entre ambos. MARGEM Outro indicador que nos auxilia no diagnóstico da sanidade do mercado é o débito em margens. Margin debit é a quantidade de dinheiro que os investidores tomam emprestado para aplicar em ações. Você pode tomar emprestado, suponhamos 1 milhão de dólares a custo muito baixo e aplicar em ações que estão se valorizando sem interrupção e, ao…

A ECONOMIA AMERICANA II

O que os americanos deveriam saber, mas não são informados. No relatório de mesmo nome da semana passada, lancei ao final uma inquietante pergunta: “O QUE ESTÁ PRODUZINDO O CRESCIMENTO DO PIB? ” A resposta simples, direta e precisa é: o débito. Muita gente se impressiona desnecessariamente com o débito. Ele é um instrumento eficaz de progresso e, se bem utilizado e com critério, pode aumentar a eficiência e riqueza de uma empresa ou de um país. Para efeito didático, imaginemos que os EUA sejam uma grande empresa—América Ventures Corp.— onde seus empregados sejam o povo e os acionistas, os políticos. Os escolhi para essa função porque os políticos, não todos, mas quase todos, se julgam donos do país e que os recursos produzidos pelos empregados, o povo, pertencem integralmente a eles. O povo trabalha duro, produz alimentos, máquinas, produtos variados, constrói pontes, estradas, faz a limpeza, cuida da saúde dos empregados doentes, exporta os produtos excedentes e tudo isso…

A ECONOMIA AMERICANA I

O que os americanos deveriam saber, mas não são informados. Como os brasileiros serão atingidos, mas preferem não saber. Um de meus leitores me enviou um e-mail fazendo uma crítica construtiva sobre o que tenho revelado a respeito dos EUA. Disse-me ele que segundo reportagem que leu no New York Times não havia motivo para preocupação. E seguiu arrolando alguns dados publicados no citado artigo: o PIB doméstico dos EUA vem crescendo desde a recuperação iniciada após a crise de 2008. Nestes últimos 7 anos o PIB cresceu US$ 1,76 trilhões, as bolsas americanas subiram sem parar refletindo a saúde da economia, a inflação continua bem abaixo de 2%, a taxa básica de juros entre zero e 0,25% a.a. e a taxa de desemprego está entre as mais baixas das economias avançadas.  Então me pergunta: em que se baseia sua preocupação com a forte e estável economia americana? Os números citados parecem convincentes, não lhe parece? Então, vamos juntos observar…

USA vs CHINA – A GUERRA COMERCIAL?

Já escrevi sobre A Guerra do Petróleo e A Guerra das Moedas e um valioso leitor de minhas publicações me pergunta, por que fiquei mudo com a tão propalada guerra comercial dos EUA com a China, com repercussões pela Europa, Canadá, México e até pelo Brasil, neste caso nos favorecendo. Simplesmente, porque não é uma guerra! Trata-se de um bem disfarçado aumento de impostos para os americanos. Em minhas publicações sobre a Economia Americana expliquei que a China exerceu por anos o papel da maior financiadora da impagável dívida dos EUA. As reservas mantidas pelo país asiático eram superiores a 5 trilhões de dólares, aplicados em títulos do Tesouro americano, ouro e outros ativos. Agora não mais. A atual reserva é de US$ 3,095 trilhões, reduzida em mais de dois trilhões que foram transferidos para diversos países onde a China adquiriu mineradoras de ouro, terras agrícolas, empresas diversas e investiu em infraestrutura em vários países cuja razões expliquei em vários…

Análise Técnica do Índice Dow Jones Industrial

Guarujá 21/12/2018 – Dagoberto Aranha Pacheco Em novembro de 2017 alertei, numa destas análises aqui publicadas, que o Dow Jones estava prestes a terminar sua trajetória de alta da tendência ‘bull’ que já durava 9 anos. Efetivamente, finalizou seu ciclo de alta na cota 26.608,90 em 02/fevereiro/2018. A partir de então, as caraterísticas gráficas se alteraram completamente, apresentando muita volatilidade, quedas abruptas seguidas de recuperação e, na visão geral, um deslocamento lateral com a formação de um tríplice, A – B – C. Esse tríplice, ainda em formação, poderá durar dois anos ou pouco mais. Hoje o índice despencou para 22.639 pontos, com a característica de crash e atingiu a mesma cota de outubro/2017. Haverá, naturalmente uma correção técnica, com alta, mas será breve e seguida de quedas mais acentuadas até a primeira linha de suporte, cota 21.480, calculada em abril de 2018. Interessante notar que os analistas nacionais e também analistas internacionais desacreditaram que o índice estivesse numa tendência…

A GEOPOLÍTICA MUNDIAL DA CHINA (4)

4º de 4 artigos EUROPA – CHINA Os investimentos chineses no continente europeu saltaram para US$ 40 bilhões em 2017, quase o dobro do ano anterior. Com investimentos considerados bem vindos pelos europeus, a China amplia sua presença e influência política entre os tradicionais aliados dos americanos. Estes, os americanos, estão temerosos de que a China se torne numa ameaça comercial e militar. Deveriam ficar mais atentos à lealdade de seus aliados. Seria bom se os europeus moderassem suas boas vindas à China? Não é o que está acontecendo e os europeus estão incentivados pela política de Trump de deixar que seus aliados cuidem de si mesmos. Traduzindo, as atitudes e decisões de Trump têm, metaforicamente, asfaltado e iluminado o caminho para o avanço mais fácil da China. A China vem adotando uma política de defesa e valorização do livre comércio, da preservação do meio ambiente, das negociações multilaterais, criando oportunidades aos países de crescerem juntos e desfrutarem de novas…

DOW JONES – ANALISE TÉCNICA EM 02/04/2018

Em minha última análise previ que o Dow Jones alcançaria o topo em meados de novembro/2017, tendo como alvo as cotas: 23.666; 25.586, sendo a segunda de maior probabilidade, com mais de 50% e a última com apenas 12,5%. Previ que o pico ocorreria em meados de novembro de 2017, o que de fato ocorreu com a cota 23.666 de maior probabilidade. Contudo, o índice seguiu adiante superando também a terceira cota numa ascensão espetacular digna de uma típica euforia de bolha. Excedeu minha previsão de prazo em dois meses em apenas 4% da cota máxima calculada. Completou a onda w5 que se alongou no dobro do percurso da onda w3. Com a onda w5 foram completadas as ondas intermediaria (5) e a onda primária V todas de uma só vez, indicando o final da fase Bull. (mercado em alta). Recalculando os novos suportes, não muito diferentes dos estabelecidos anteriormente, o Índice ingressará num período Bear Market que será prolongado…

DOW JONES – ANÁLISE TÉCNICA EM 07/02/2018

Em minha última análise, previ que o Dow Jones alcançaria o topo em meados de novembro/17 tendo como alvo as cotas: 23.597; 23.666; e 25.586, sendo a segunda de maior probabilidade, com mais de 50% e a última com apenas 12,5%. Previ que o pico ocorreria em meados de novembro/17, o que de fato ocorreu com a cota 23.666 de maior probabilidade. Contudo, o índice seguiu adiante superando também a terceira cota numa ascensão espetacular digna de uma típica euforia de bolha. Excedeu minha previsão de prazo em 2 meses e apenas 4% da cota máxima calculada. Completou a onda w5 que se alongou no dobro do percurso da onda w3. Com a onda w5, foram completadas as ondas intermediaria (5) e a onda primária V, todas de uma só vez. Recalculando os novos suportes, não muito diferentes dos estabelecidos anteriormente, o Índice ingressará num período Bear Market que será prolongado e levará as cotações para os níveis 21.480; 18.301;…

FOGO E FURIA

Muitas pessoas, americanos inclusive, não tomaram consciência ainda dos riscos iminentes de uma hecatombe mundial que poderá ser provocada pela Coreia do Norte. O líder norte coreano está empenhado em transformar seu país em mais um possuidor de armas atômicas, afim de preservar o seu regime ditatorial e de ser tratado de forma diferenciada, como os demais países que conseguiram alcançar essa qualidade. Já teve ocasião de mencionar que Kadafi , da Líbia e Saddam do Iraque, que acederam transformar seus programas nucleares defensivos em energéticos, acabaram mal. Por isso, Kim-Jong-um, não tenham nenhuma dúvida, está determinado a produzir foguetes, miniaturizar bombas nucleares e se projetar como potência atômica. O governo Obama foi muito condescendente com a Coreia do Norte achando que o país não tinha condições técnicas, financeiras e logística para se tornar no que efetivamente já se tornou. Agora, será difícil reverter o problema, mas terá de ser revertido ainda que a um custo muito maior. Os EUA…

DOW JONES 06/12/2016

Após finalizada a onda intermediaria (4) na cota 15,450.56 o índice da bolsa americana embalou uma alta com grande energia e, em cinco ondas minuto, completou a onda menor w1 em 18,868.44, retornando numa correção técnica para o nível 18,868.44 perdendo apenas 785 pontos para, em seguida, com a vitória de TRUMP, embalar uma alta continua e forte até o nível atual de 19,274.85. Com todos os indicadores apontando para o céu, as novas resistências serão 21,101 e 23,090 o que ainda dá um extraordinário fôlego de Bull Market para a bolsa. Tenha em conta de que se trata de uma reação emocional, pois a vitória de TRUMP com suas promessas falaciosas nada tem a ver com a realidade da economia americana e sua atual liderança no panorama global. Portanto, aproveitem a alta com o espírito preparado para um retorno rápido utilizando-se do ferramental disponível de proteção de patrimônio.

Donald Trump e a “America Great Again”

DEMOCRACIA É O SISTEMA POLÍTICO NO QUAL OS CIDADÃOS ELEGEM OS SEUS DIRIGENTES, QUE GARANTE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, NÃO ABRIGA PRIVILÉGIOS DE CLASSE DE NENHUMA NATUREZA E NO QUAL O POVO EXERCE SUA SOBERANIA. 1-Quando os políticos podem se aposentar com apenas 8 anos de “serviços prestados à nação”, com rendimentos integrais… 2-Quando funcionários públicos podem se aposentar com salários integrais… 3-Quando os trabalhadores privados se aposentam com menos de um terço de sua renda na ativa… 4-Quando políticos cometem crimes comuns como roubo descarado, cobram propinas ou fazem de sua atividade representativa um balcão de negócios particulares e ainda possuem foro privilegiado para não serem julgados até a prescrição da pena… 5-Quando o dirigente de uma nação promove perseguição religiosa, a estrangeiros e imigrantes de outras raças… …TEMOS DEMOCRACIA? Não, a democracia como forma de governo já foi extinta da face da terra em todos os países do planeta. Só que as pessoas ainda não se deram conta…

AQUI VALE MAIS O DINHEIRO EM PAPEL

O outro lado da moeda Segundo a Wealth – X Billionaire Census, os bilionários do mundo todo estão mantendo cerca de US$ 1,7 trilhões em dinheiro vivo. Quer saber o motivo? Estamos em um cenário de taxas negativas em quase todos os bancos do mundo desenvolvido. (Não é o caso do Brasil, campeão medalha de ouro dos juros altos). Juros negativos significam que temos de pagar para que nosso dinheiro fique depositado nas contas correntes dos bancos. Se aplicar em bonds, além da taxa próxima de zero, os títulos estão se desvalorizando pelo excesso de ofertas. Os EUA, Japão e Europa fizeram os programas ‘Quantitative Easing’ que significou a compra de títulos da dívida negociados no mercado para seus respectivos tesouros e, em contrapartida, injetaram uma quantidade absurda de dinheiro vivo nos seus respectivos mercados. O FED, com uma estrutura desequilibrada de endividamento (tem 83 dólares de dívida para cada dólar de patrimônio próprio), necessita iniciar um programa de venda…

A QUEDA ANUNCIADA DO DOLAR

Quando em minhas publicações, todas disponíveis neste site, demonstrei com relatórios oficiais e dados da economia americana que o dólar não tinha sustentabilidade e iria cair, ao redor de 30%, pouca gente acreditou. Disseram que os americanos sempre deram a volta por cima e que o dólar era o paraíso da segurança. Quem acreditou se deu bem e defendeu seu patrimônio, os demais perderam dinheiro de forma irrecuperável. A tendência está longe de terminar. No próximo dia 4 de setembro haverá um novo encontro do G-20 em Hangzhou, na China, onde provavelmente comparecerá Michel Temer na qualidade de presidente efetivo em sua primeira viagem oficial internacional. O presidente Xi Jinping será o presidente do evento e anunciará sua condição de ser um igual parceiro com os EUA na administração do Sistema Financeiro Internacional. A partir dessa data, o yuan, o ouro e SDR serão as alternativas ao King Dollar, cuja importância como moeda reserva irá fenecendo a partir de então.…

ARÁBIA SAUDITA E A SECRETA BOMBA FINANCEIRA

ARÁBIA SAUDITA – O que ainda não contei. Há cinco anos atrás, encontrei-me com um velho amigo argentino, executivo da sucursal de um grande banco europeu e residente em Nova York.  Fomos comer um brunch no restaurante Balthazar, em pleno Soho, e entre vinhos e saborosa comida discutimos a situação da economia americana a qual acompanho de perto, há bastante tempo. Meu interlocutor estava muito otimista e comentou que os EUA estavam desenvolvendo uma nova tecnologia ligada ao setor energético que era tão rentável que seria capaz de pagar, em 10 anos, a totalidade da dívida nacional. Disse-me que se tratava de um quase segredo de estado e que iria colocar a OPEP de joelhos. —Nesse caso, esse “segredo” deve estar relacionado com o petróleo e, se me permite a intromissão, com as pesquisas relacionadas às rochas de xisto, estou certo? Ele tentou disfarçar a surpresa e acrescentou que se tratava de segredo para o grande público e para a…

MERCADOS – DE OLHO NO FUTURO

Todos nós sabemos que o mundo está encalacrado em dívidas; os países têm dificuldade de renegociá-las ou de efetuar a recomposição delas em prazos maiores e com taxas mais camaradas porque, afinal, as taxas praticadas nos mercados, há cerca de nove anos, são quase nulas, quando não negativas. Por essa razão, os políticos aproveitaram para tomar empréstimos muito baratos, não para aplicarem em investimentos rentáveis que produzissem retornos suficientes para pagá-los, mas para programas sociais que permitissem maior apoio popular a seus projetos de permanência no poder sem a preocupação com a sustentabilidade desses programas. “Facilidades produzem tragédias”, segundo a filosofia chinesa. Porto Rico está insolvente; Grécia em default e humilhado pela Europa; Portugal, Espanha, Itália, Brasil, Venezuela, Rússia, Japão e até EUA, como já tive a oportunidade de demonstrar na série de artigos “A Economia Americana”, todos endividados muito além do que seria razoável. A China está se reinventando, porque não consegue manter seu modelo exportador num mundo em…