maio 102017
 

Hopi Hari, o maior parque temático e de diversões do Brasil vai fechar. Motivo: excesso de dívidas que provocou a insolvência do grupo. Essa notícia vocês já sabem, leram nos jornais e viram no noticiário de TV, mas não tem nenhuma importância, pois milhares de outras empresas comerciais, industriais e de serviços fecharam pelo mesmo motivo: excesso de dívidas que produzem queda de receita e de crédito e conduzem à bancarrota.

Se é verdade para empresas mal geridas também é verdade para países mal administrados: Grécia, Porto Rico, Venezuela falidos e o Brasil a caminho do abismo, como afirmou Delfim Neto, se os políticos não tomarem vergonha e aprovarem as reformas que estão sendo propostas, sem desfigurá-las.

A nossa crise desempregou 14 milhões de brasileiros, mas o número de desempregados e miseráveis é visivelmente muito maior.

O que pretendo revelar aqui trata-se de acontecimentos em âmbito global, muito importantes e tenho certeza de que quase ninguém está sabendo o que está para ocorrer e que, em consequência, comprometerá o estilo de vida e as relações funcionais entre as nações, tal como a conhecemos.

Dia 14 e 15 de maio, marque estas datas em sua agenda, será realizada uma Cimeira de grande importância estratégica convocada pela China. Foram convidados 28 países ao evento, orquestrado para promover a visão do Presidente chinês Xi Jinping sobre a expansão das ligações entre Ásia, África e Europa apoiada por bilhões de dólares de investimentos em infraestrutura.

Esses investimentos fazem parte do colossal projeto One Road, que liga China à Rússia, Europa, Ocidente e vários países asiáticos por autoestradas e ferrovias e o One Belt que é um cinturão naval ligando África, Oriente Médio e vários outros países, circundando as ilhas artificiais construídas no Mar Meridional.

O foco da reunião é mostrar como será desenvolvida a conectividade entre Europa, Ásia e África cujo projeto também está aberto ao resto do mundo.

O People’s Daily deste mês, em primeira página, publicou que o projeto é a “solução da China” para os desafios econômicos do mundo.

Alguns dos mais destacados aliados e parceiros da China atenderão à Cimeira, incluindo Vladimir Putin, Presidente da Rússia, o Primeiro Ministro Nawaz Sharif do Paquistão, o Primeiro Ministro Hun Sen do Camboja e Presidente Nazarbayev do Cazaquistão. O Primeiro Ministro da Itália, Paolo Gentiloni, representará o G7. Líderes do Reino Unido, Alemanha, França e Japão estarão presentes, também.

Apenas um líder de uma grande nação não foi convidado, ele mesmo, Mr. Donald Trump.

Isso me deu motivo para uma análise de inteligência.

Se a Cimeira é para destacar a visão do presidente da China sobre o que ele acha da política de preservação do meio ambiente e comercio global, isso já foi falado por ele na última Cimeira do G20, em oposição às posições adotadas por Trump, quanto a preservação e a globalização, centradas em sua visão do projeto America First. Então, porque estaria esta reunião cercada de segredos?

Segundo meus prognósticos o motivo principal deste Fórum é anunciar ao mundo e obter a concordância das principais nações ao novo sistema financeiro global que a China vem secretamente desenvolvendo e que, apesar de haver chamado a atenção em meus ensaios divulgados nas redes sociais há mais de um ano, quase ninguém deu crédito ou dedicou melhor atenção.

Este novo sistema estará baseado no Yuan como a principal moeda, lastreada em ouro e o Swift será substituído por outro processo de comunicação bancário, já em uso experimental e fora do controle dos EUA. Desta forma, o poder de impor barreiras e sanções à outras nações, pelos EUA, será minimizado e o reinado do King Dollar será deixado para trás.

A Coreia do Sul, cujo presidente de perfil liberal recém-eleito, Moon Jae-in, alinhado com a China, já se posicionou contra a instalação, em seu território, do escudo antimísseis pelos EUA e certamente será convidado para a Cimeira no próximo fim-de semana.

O que resta à Trump fazer?

Retroceder, seria uma demonstração de fraqueza que prejudicará, ainda mais, a atual imagem bastante desgastada, inclusive no exterior. Seguir adiante, lançando uma bomba-mãe na Coreia do Norte, no dia das mães, seria entrar num conflito mundial e os EUA estão como o Hopi Hari, virtualmente falidos pelas mesmas razões: endividamento disparado, economia em depressão, má gestão dos recursos públicos e incapacidade política de reverter a situação.

Quem não se posicionou do lado certo, talvez não terá mais tempo.

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