dez 162017
 

O ano 2017 está finalizando e é natural que as pessoas expressem suas esperanças de que o Ano Velho fique para trás e que o Ano Novo traga melhores e mais prósperos dias.

Não trará. E não se trata de pessimismo, mas da análise da dinâmica dos acontecimentos globais em formação, os quais permitem algumas previsões bastante sombrias. Vamos aos fatos:

No Brasil, ano eleitoral, temos a certeza da total incerteza do que ocorrerá. Apesar dos avanços da ‘Lava-Jato’ na moralização das relações público-privadas, os políticos continuam nas mesmas práticas fisiológicas e com as mesmas caras-de-pau, dando a mínima para as reações populares e comentários críticos nos jornais e redes sociais.

A reforma da Previdência, de suma importância para o equilíbrio fiscal que a duras penas começa a emergir do profundo abismo, não será votada neste ano nem no próximo para manter o privilegio da pequena população de marajás que consomem 45% dos recursos totais da Previdência. Eles são intocáveis porque são os que têm controle de tudo.

Os trabalhadores, me refiro aos que realmente trabalham, não aos baderneiros subsidiados com recursos públicos, logo mais não poderão contar com a parca aposentadoria pela qual pagaram arduamente para merecê-la.

Nosso país tem dívida crescente e sem controle, nosso déficit já atingiu R$ 159 bilhões, há pagamentos em atraso e cortes nos benefícios sociais, mas bilhões continuam a ser distribuídos para estados e municípios em troca de votos nem sempre para causas justas. O mesmo acontece no resto do mundo entre economias emergentes e as chamadas avançadas. Então, nada a se preocupar, é a regra. Bolsas continuam subindo e formando bolhas no mundo todo, também é regra. O fenômeno bitcoin, uma ‘moeda’ inventada não se sabe por quem e controlada por algoritmos em computadores espalhados pelo mundo, sem nenhum controle e normatização, sobe aceleradamente com impressionantes percentuais atraindo milhares de pessoas crédulas que hipotecam suas casas para entregar dinheiro bom em troca de uma esperança numa crença infundada. Para mim, trata-se de uma pirâmide que fará história como a maior do Egito e que irá explodir a qualquer hora. Ou será que inventaram o moto-contínuo financeiro, a maneira de criar riqueza a partir do absolutamente nada?

Trump, FED aumentando a taxa de juros, dívidas trilhionárias em expansão nas economias avançadas, bolhas nas ações e bitcoins, a perda de valores éticos nas sociedades modernas, nada disso importa às pessoas em geral que perderam a capacidade de indignar-se.

Há uma coisa que deveria importar muito, pois o afetará diretamente no seu bolso, na segurança de sua família, na eventual perda de todo seu patrimônio, um assunto que a mídia internacional não quer que você saiba e esta será nossa desgraça em 2018 a ocorrer já no primeiro trimestre.

O mais importante acontecimento financeiro e geopolítico, prestes a acontecer, é a guerra entre EUA e Coreia do Norte.

Eis os fundamentos:

1 – O líder Kim Jong-un não é um louco varrido como a mídia ocidental o descreve. Parece-me bastante racional e, na sua visão particular dos fatos, muito prático. Ele observou o que aconteceu no Iraque. Saddam Hussein estava desenvolvendo um programa nuclear em 1980, o qual foi abandonado na Guerra do Golfo. Anos mais tarde, a coalizão liderada pelos EUA invadiu o Iraque e Saddam foi enforcado. Na Líbia, o líder Muamar Kadafi concordou em abandonar seu programa nuclear. Tempos depois, a Líbia foi invadida pela OTAN e Kadafi foi morto. Kim já mencionou diversas vezes esses fatos e sabe que não pode descontinuar seu programa atômico sob pena de colocar seu reinado e a própria vida em risco. Dentro desta ótica não é louco, pelo contrário, já deu seu recado racional.

2 – Os EUA conviveram durante a Guerra Fria com a China e Rússia, possuidoras de armas e tecnologia nuclear. Isso significa que farão o mesmo com a Coreia do Norte, como o Pres. Obama sinalizou, deixando que o programa seguisse? Sob Trump isso não irá acontecer e a situação é bem diferente. Tanto a China como a Rússia jamais ameaçaram atacar os EUA, a menos que estes os atacassem primeiro. A Coreia do Norte, ao contrário, tem ameaçado atacar os EUA reiteradas vezes com seus mísseis em teste, os quais podem transportar ogivas nucleares. Os EUA irão esperar que San Francisco ou Washington sejam atacados primeiro para posterior revide avassalador? Já pensou no que representaria as perdas de uma explosão nuclear em San Francisco em vidas humanas e em patrimônio histórico e cultural? Em contrapartida… Esperarão ser considerados ‘Tigres de Papel’, como os definiu Kim, fazendo referência à época do presidente Obama?

Sabemos que os ditadores que prometem ataques, cedo ou tarde acabam por realiza-los, sob pena de ver seu prestígio local decrescer. Adolf Hitler anunciou ao mundo, em 1920, que iria unir a Alemanha, conquistar a Europa e efetuar a maior matança de judeus. Ele cumpriu todas.

Osama bin Laden declarou guerra aos EUA em 1996 e repetiu a ameaça em 1998. Na manhã de 11 de setembro de 2001, quando ninguém esperava, terroristas treinados em pilotar aviões de carreira no próprio país americano, conduziram dois aviões às torres gêmeas, outro ao Pentágono e um quarto em direção à San Francisco. Este teve a rota frustrada pela revolta dos passageiros e caiu na Pensilvânia. Foram quase 3000 mortos em Manhattan, Virginia e Pensilvânia.

Então, se Kim Jong-un afirma que atacará os EUA com armas nucleares, acredite nele.

3 -Trump agirá primeiro?

A resposta é sim. Porque se a Coreia do Norte se tornar uma potência atômica, o Japão, Coreia do Sul, Turquia, Egito e Arábia Saudita farão o mesmo. Será a maior expansão de poderio bélico como jamais existiu e não haverá mais forma de conter esse avanço mortífero. Por esta e outras razões não comentadas aqui, os EUA não poderão vacilar. Terão de agir e já se prepararam para isso.

4 – O que acontecerá depois?

A geopolítica vai determinar se a península coreana será unificada e ficará aliada aos EUA ou se será entregue à China. A Rússia, que tem fronteira, ainda que pequena, com a Coreia do Norte, tem fortes interesses, também. Se a condução diplomática não for bem conduzida a consequência poderá ser a III World War.

De qualquer maneira, quero desejar a todos um Feliz Ano Novo, naturalmente torcendo para que eu esteja completamente errado nas minhas previsões.

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