Donald Trump e a “America Great Again”

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DEMOCRACIA

É O SISTEMA POLÍTICO NO QUAL OS CIDADÃOS ELEGEM OS SEUS DIRIGENTES, QUE GARANTE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, NÃO ABRIGA PRIVILÉGIOS DE CLASSE DE NENHUMA NATUREZA E NO QUAL O POVO EXERCE SUA SOBERANIA.

1-Quando os políticos podem se aposentar com apenas 8 anos de “serviços prestados à nação”, com rendimentos integrais…

2-Quando funcionários públicos podem se aposentar com salários integrais…

3-Quando os trabalhadores privados se aposentam com menos de um terço de sua renda na ativa…

4-Quando políticos cometem crimes comuns como roubo descarado, cobram propinas ou fazem de sua atividade representativa um balcão de negócios particulares e ainda possuem foro privilegiado para não serem julgados até a prescrição da pena…

5-Quando o dirigente de uma nação promove perseguição religiosa, a estrangeiros e imigrantes de outras raças…

…TEMOS DEMOCRACIA?

Não, a democracia como forma de governo já foi extinta da face da terra em todos os países do planeta. Só que as pessoas ainda não se deram conta disso. O que chamam de democracia é uma farsa.

Observem os EUA que se consideram paladino da democracia e a própria Grécia de onde ela surgiu. Não há nada que se assemelhe à definição acima.

A vitória de Donald Trump, que previ em minhas publicações, foram negadas pelo Pres. Obama, pelas agências de pesquisas e pela grande maioria dos analistas que analisam com premissas erradas. Trump vai acender um movimento de extrema direita na Europa e em outros países e levar os EUA para um período de retrocesso, se colocar em prática suas promessas eleitorais. Com a já definida nomeação de Stephen Bannon como principal estrategista na casa Branca, Trump deu o sinal evidente de que pretende cumprir suas promessas.

PREVISÕES PARA A ECONOMIA AMERICANA E BRASILEIRA

O que Trump pretende fazer:

1-Rever as políticas comerciais com o mundo adotando um fechamento no comércio exterior. Prometeu introduzir tarifas de 45% sobre os produtos oriundos da China. Reduzir o imposto de renda das corporações de 35% para 15% para incentiva-las a ingressarem no país os lucros obtidos no exterior. Também pretende reduzir o imposto sobre pessoas físicas de 39,6% para 33%. Com esses fluxos pretende ampliar o orçamento de defesa e ampliar a gastança na recuperação de estradas, pontes, viadutos, aeroportos, rede elétrica, tuneis, dutos para transporte de petróleo e gás e ampliar investimentos na produção de petróleo pelo sistema fracking em rochas de xisto. Com tudo isso, que alcançará algo como 6,7% do PIB ampliando ainda mais os débitos do país, pretende criar empregos em alta escala e fazer crescer a economia.

Há muitas incongruências nesse plano:

A adoção de proteção comercial é um retrocesso. Ao invés de criar riquezas produz inflação porque os produtos importados ficam mais caros. Mais inflação exige aumento da taxa de juros para controla-la e maiores juros sugarão mais recursos do orçamento do governo para o pagamento da dívida impagável. O aumento da taxa de juros, além de provocar uma quebradeira no mercado internacional, que há dez anos se aproveita das taxas de juros zero para endividar suas empresas e governos, vai valorizar o dólar tornando mais caras as exportações do país que não poderá se aproveitar das importações mais baratas pelo câmbio, pois ficarão mais caras pelas restrições ao comercio com as novas tarifas. O resultado esperado será o desemprego e fechamento de empresas. Algo assim como estamos observando no Brasil.

Trump também quer que os aliados invistam em armamento e se desejarem o apoio dos EUA devem pagar por ela. Então fica fora de propósito os investimentos em defesa que receberiam muitos recursos para não serem aplicados.

Como ficarão as ações de setores que serão afetados por essas políticas:

Ações de defesa:

Pelos motivos apontados acima fica difícil avaliar, agora, se os resultados serão positivos ou negativos.

Ações de Energia:

Trump pretende desregular as indústrias de óleo, gás e carvão. As ações desses setores poderão se beneficiar dessas medidas com prejuízo para as ações de empresas ambientalistas como as de energia solar e eólicas. Contudo, podemos esperar uma forte reação mundial contra o rompimento dos acordos de redução das emissões de gás carbono. Mesmo a indústria de produtos fosseis poderá ser prejudicada nas exportações pela concorrência predatória dos países do Oriente Médio, Irã e Rússia que terão motivos para manter a Guerra do Petróleo ativa, tal como a descrevi nos relatórios relacionados a essa guerra.

Ações do Setor Financeiro:

Bancos, empréstimos e poupança serão os grandes beneficiários da política de Trump, porque lucram mais com menos regulação e com maior taxa de juros.

Bond:

O FED pretende enxugar a base monetária que ficou muito expandida após os projetos “Quantitative Easing”. Então, fará o contrário, vendendo os títulos no mercado e recolhendo dólares. O excesso de vendas produzirá a queda de preços dos bonds e consequentemente o aumento de seu rendimento, pois a taxa de juros dos bonds não se altera.

Ouro:

Com a vitória de Trump o ouro sofreu uma reversão se desvalorizando. Na verdade, foi o dólar que se valorizou fortemente na crença de que com Trump a América será grande outra vez. Obviamente, todas as demais moedas se desvalorizaram, o ouro inclusive. Para os que tem ouro aconselho manter o investimento e para os que não entraram que aproveitem a oportunidade de entrar, agora. Porque os planos de Trump, que incluem a redução de impostos, maior desregulação e aumento de gastos, o tornarão conhecido como o “Rei do Débito”. Essa política é bastante adequada para investidores conscientes se resguardarem no ouro.

Ações de Infraestrutura:

Trump, como Hillary pretendia também, fará grandes gastos nessa área, além da construção da já famosa “Wall” na fronteira com o México. Essa iniciativa demandará muito ferro de construção, aço, cimento, madeira compensada, cujos produtos beneficiarão companhias como a Vale, Duratex, siderúrgicas e as indústrias cimenteiras.

Setor Farmacêutico:

Vai se dar bem porque Trump não vai interferir, como fez Obama e pretendia Hillary, nos preços dos medicamentos.

Brasil:

Será prejudicado pela política americana que propiciará uma revoada de dólares para seu país. Então a Bolsa de Valores sofrerá o impacto das vendas dos estrangeiros e as empresas terão seus lucros reduzidos pela queda das exportações devidas à proteção comercial a ser implantada e ao aumento de custos nas importações. No ambiente interno a instabilidade política permanecerá e as reformas a serem implantadas terão dificuldades de alcançar eficiência. A recuperação econômica será mais vagarosa e as eleições de 2018 serão uma incógnita. Ademais, o Brasil estará fora das preocupações e interesse do Rei do Débito.

Acho firmemente que a China estará bem posicionada para ampliar seu protagonismo como o próximo país líder mundial, nos próximos 10 anos.

Espero que o novo presidente tenha êxito em sua gestão e torço para que prove que estou totalmente errado. Pelo menos, a nação americana e o resto do mundo se beneficiarão.

Um último pensamento:

A história mostra que o sucesso nos investimentos, de modo geral, não é creditado aos macroeconomistas, especialistas em geopolíticas, analistas do FED e operadores de mercado. É devido, quase sempre, às pessoas que entendem de negócios e os analisam com critério.

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