out 132017
 

ANALISE TÉCNICA DO ÍNDICE BOVESPA

Numa visão ampla do índice, como mostrada no gráfico acima, destacamos os seguintes pontos, muito significativos:

III – final da terceira onda primária que alcançou o teto máximo em 73.920 em 30/05/2008, nas vésperas do crash produzido pela crise financeira nos EUA que se irradiou em escala global.

IV – em apenas cinco meses o Índice derreteu para a cota 29.435, uma desvalorização de 60,18%, completando a quarta onda primária e causando uma perda patrimonial sem precedentes para os investidores que não tomaram precauções defensivas, uma vez que os sinais eram bastantes evidentes antes desta ocorrência.

> a reação que se seguiu foi forte e completou a onda intermediaria (1), de um grau inferior à primária, na cota 73.103 em apenas 25 meses, em 30/11/2010. O teto anterior, entretanto, não chegou a ser ultrapassado, o que não tem importância, neste caso.

> o que sim, tem importância foi o prolongado período desenvolvido pela onda intermediaria (2) a qual permaneceu presa num túnel Bear durante nada menos de cinco anos e dez meses. A razão mais plausível para essa ocorrência foi a eleição de Dilma Rousseff para governar o Brasil. Durante todo o período de seu desgoverno a bolsa americana subiu sem parar ocorrendo um descolamento prolongado da bolsa brasileira em relação à americana.

W1 – a partir da finalização da onda (2) observamos o início da onda menor w1 de grau imediatamente inferior a onda intermediaria anterior, a qual conseguiu, como era esperado, ultrapassar a barreira do túnel, quando o impeachement da ‘infeliza presidenta’ estava em curso. Ademais encerrou sua escalada na cota 69.487.

W2 – a seguir a onda w2 de mesmo grau efetuou a correção até a cota 60.314.

W3 – estamos observando, agora, a onda w3 que se expande com ótimo momentum e força, a qual deve alcançar a cota 92.755 e, se as condições forem favoráveis poderá ir até 112.804, porém com bem menor probabilidade.

O efeito Dow Jones: na semana passada publiquei a análise do índice americano prevendo uma queda substancial para novembro. Contudo, como ficou demonstrado aqui, a bolsa brasileira se atrasou muito com as incertezas quanto ao futuro do país, perdendo investimentos do exterior e nacionais. É possível que muitos investimentos dos EUA possam voar para o Brasil em razão do saneamento produzido pela Lava-Jato, das reformas que já foram introduzidas pelo atual governo e especialmente se passar a reforma da Previdência, o que evitará um rebaixamento do nosso crédito pelas Agências de Risco.

Mas, no Brasil, até o passado é imprevisível.

Bons investimentos a todos.

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out 072017
 

Índice Dow Jones Industrial

Tenho péssimas notícias, mas quando anunciadas com alguma antecedência podem se tornar em grandes oportunidades.

Se não quiserem perder dinheiro prestem atenção ao que tenho a dizer.

O gráfico DJI, acima, indica o ocorrido, também previsto por mim, em consequência da grave crise de 2.008. O Índice havia completado a onda primária III em 14.198,10 e caiu, no bojo da onda IV, para 6.469,95, uma perda de 7.728,15 pontos ou 54,43%!

Para amenizar os efeitos da grave crise econômica, o FED, o Banco Central dos EUA, introduziu os programas Quantitative Easing, por meio dos quais foram injetados na economia 4 trilhões de dólares, surgidos da impressora oficial.

A impressionante liquidez gerada por esses programas turbinou as bolsas com impressionante evolução até os dias atuais.

Minha análise é fundamentada nos ciclos econômicos e se desenvolvem em cinco ondas sucessivas, três de alta e duas de correção técnica, mantendo as características de mercado Bull.

Como o gráfico indica, quatro ondas deste ciclo já foram completadas e a última onda w5 completará a onda intermediaria (5) e, simultaneamente a onda primária V.

Minha previsão, de maior probabilidade, é que esse encerramento se dará nas proximidades da cota 23.666,00. A partir daí a queda será livre e encontrará suportes em uma das três barras horizontais indicadas no gráfico. As perdas previstas serão de 18,7%; 30,37 e 49,14%. Essa ocorrência está prevista para meados de novembro deste ano. Não há muito tempo, mas o suficiente para tomar medidas preventivas, como fazer caixa e operações estratégicas de proteção de patrimônio. Não esperem para tomar providências nas vésperas, pois a liquidez irá reduzir.

Boa sorte a todos e bons investimentos.

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set 242017
 

Vim passar uns dias em Guarujá para meu retiro periódico e solitário de uma semana. Hoje acordei bem cedo, antes das seis horas, fiz meus alongamentos habituais e contemplei a praia de Pitangueiras vazia de gente e guarda sóis. Fiz, em seguida, uma meditação profunda e prolongada e só retornei às oito, quando a praia, contemplada da minha varanda, já apresentava muito movimento, o sol ia alto e quente e eu estava cheio de vontade de escrever e partilhar minhas avaliações com os poucos, mas felizmente diferenciados e fieis leitoras e leitores.

Enquanto Trump se distrai em tuitar suas ameaças ao jovem Líder Atômico e buscar, sem sucesso, o apoio da China para conter o avanço do programa nuclear na Coreia do Norte, a China está ativamente estruturando e finalizando o secreto Plano Estratégico que publiquei, em três capítulos, em 23 de setembro de 2015, o qual faz hoje seu segundo aniversário.

Confesso que o li, novamente, e fiquei surpreendido ao constatar como o desenvolvimento das etapas do projeto foram rigorosamente cumpridas, como as descrevi.

O plano prevê a criação de um Sistema Financeiro Internacional fora da órbita do King Dólar e na nova ordem mundial que terá início em janeiro de 2018.

O objetivo deste artigo é mostrar os verdadeiros propósitos da China e de seus aliados no projeto e as consequências para o mundo das finanças. Assim, cada leitor ao tomar conhecimento do que está na iminência de ocorrer, não fique esperando para ver se é verdade, de fato, mas tome providências efetivas para proteger seu patrimônio e a segurança de sua família.

Estes são os preparativos que já foram desenvolvidos e implantados na surdina:

1 – Acúmulo de ouro em grandes proporções, não apenas produzidos na própria China, que é a maior produtora mundial do metal, mas importados de vários países, segundo os procedimentos que descrevi em vários ensaios com o objetivo de evitar o aumento dos preços. Esse procedimento foi desenvolvido ao longo da última década, embora não haja registro de exportação pela China de nenhuma grama de ouro, sequer.

2 – Transmitir confiança no Yuan, a moeda chinesa, vinculando-a ao lastro em ouro; para isso foi criado no Shanghai Gold Exchange o mercado futuro do Yuan denominado em ouro. Isso significa que qualquer país que venda produtos para a China, o qual irá pelas novas regras receber o pagamento em reservas constituídas em Yuan, tenha a tranquilidade de transformar sua reserva em ouro no mercado de Shanghai e transformá-lo, posteriormente, em qualquer outra moeda integrante da SDR, a cesta de moedas reservas do FMI. Ademais, a vinculação do Yuan ao ouro trará confiança e estabilidade para a moeda chinesa. A confiança na moeda é essencial para o sucesso do projeto e como a China já é a primeira em comercio internacional e superará os EUA como a maior economia mundial até 2020, não tenho dúvidas de que terá um retumbante sucesso no seu projeto de tornar o Yuan a moeda reserva por excelência no decorrer dos próximos anos.

3 – A China lançou neste mês de setembro o contrato futuro para o crude oil, precificado em Yuan convertível em ouro.

Estas iniciativas que você, minha cara leitora e fiel leitor, não tomou conhecimento pela mídia e se ouviu falar alguma coisa do aqui relatado foi fora de contexto, em mensagens de 30 segundos misturadas com as notícias preferidas de corrupção e bandidagem. Para se informar de quais acontecimentos realmente importantes e relevantes estão ocorrendo no mundo e que poderão implicar diretamente em nossas vidas é necessário tempo e disposição para pesquisar, coletar informações e estabelecer relações entre elas, ou seja, um trabalho de inteligência que venho há anos partilhando com o público em geral, através das redes sociais, sem nenhum interesse pecuniário ou de qualquer vantagem. A situação de desemprego do povo brasileiro pagando pelos desmandos do governo passado e presente foram previstas durante a época em que eu procurava saber em qual país o Min. Mantega vivia, para que eu pudesse me mudar para lá! Os que se prepararam se deram bem e puderam até ganhar muito.

Estas alterações implementadas pela China terão o poder, mais do que possam imaginar, de alterar profundamente a atual ordem mundial estabelecida para o comércio e as finanças, que até agora gravitaram em torno do King Dollar. Como tive a oportunidade de explicar detalhadamente em ensaios anteriores, disponíveis em meu site www.dagobertopacheco.com.br esta particular situação conferiu aos EUA a cômoda situação de ser um país diferente de todos os demais, pois é o único país que toma recursos de outros e importa produtos sempre pagando em sua própria moeda, sem se preocupar com o câmbio. E se o orçamento está estourado, com déficits crescentes, sem problema, basta encomendar notas novas na impressora do Tesouro e pagar suas dívidas com dinheiro de vento. É assim que funciona, mas essa situação está com os dias contados e como consequência a vida dos norte-americanos vai mudar radicalmente. Por essa razão, fez sentido na campanha presidencial o mote: “The American First” e, afinado com o sentimento do povo americano previ, contra todas as estatísticas, a vitória de Donald Trump.

A China está resgatando os tempos anteriores ao governo Nixon, quando o dólar era bancado por ouro estocado no Fort Knox. Isso significava que qualquer pessoa, fosse cidadão nacional ou estrangeiro poderia ir ao mercado de câmbio e trocar os seus dólares por ouro a uma taxa determinada de conversão. Por isso, o dólar era uma moeda confiável e estável por estar vinculada ao ouro, um ativo que tem valor intrínseco.

Outro objetivo que a China e os demais países asiáticos pretendem atingir é a redução do poder dos EUA de imporem sanções comerciais e financeiras aos países que deixam de cumprir as regras por eles estabelecidas junto aos órgãos internacionais.

O SISTEMA JÁ ESTÁ FUNCIONANDO.

Rússia, Irã, Venezuela, vários países integrantes da OPEP e do BRICS, com a exceção, por enquanto, da Arábia Saudita, já aderiram ao novo sistema chinês. Rússia e Irã já vêm operando suas exportações de óleo para a China, produzindo reservas em Yuan como forma de contornar as sanções impostas ao comercio em dólar. A maioria das importações de crude pela China já estão sendo contratadas em Yuan-Ouro em contratos de longo prazo. O volume médio das importações em 2016 foi de 7,6 milhões de barris-dia. No primeiro semestre de 2017 a China importou 212,4 milhões de toneladas de crude, segundo a Wood Mackenzie, sendo os maiores exportadores Rússia, Angola, Saudi Arábia, Iraq, Oman, Irã, Brasil, Venezuela, Kuwait e U. Emirates, nesta ordem.

A China está trabalhando para reduzir o domínio do US dólar no mercado de commodities. A nossa Vale já aderiu ao programa e está exportando minério de ferro em Yuan-ouro.

As operações Yuan-ouro negociadas no mercado futuro do Shanghai Gold Exchange, já foi lançado em Hong Kong, em julho, e será estendida para Budapest, capital e importante centro financeiro da Hungria, ainda no decorrer deste ano.

Essa ideia de oferecer ouro como meio de pagamento não é uma novidade, já foi experimentada no passado com sucesso. No momento atual ganha significado por oferecer ao produtor de petróleo e outras commodities, que prefere negociar seu produto em dólares onde já possui reserva, de conservar esse procedimento negociando ouro por dólares.

É bom que se diga que em todo o processo de mudança há uma resistência natural, mas neste caso há custos elevados. O produtor terá uma natural resistência em aceitar o Yuan porque essa moeda ainda não tem a liquidez do dólar nas operações de comércio exterior. Além disso, a China é um país comunista e há uma tendência natural em preferir a negociação com uma país capitalista e democrático.

Essa questão pode ser posta pela análise de um caso prático que estudei profundamente e o apresentei em outros ensaios denominados ‘A Guerra do Petróleo’. O processo de substituição do ouro, que bancava o dólar, pelo petróleo, que deu origem ao petrodólar, foi uma negociação entre USA e Arábia Saudita pelo governo Richard Nixon. Os sauditas possuem um mar de petróleo e estavam, como estão ainda, cercados de inimigos. A proposta de Nixon foi de que a Arábia Saudita exportasse todo o seu petróleo aos EUA na moeda dólar e, em contrapartida, os americanos forneceriam armamentos e proteção bélica ao exportador que seriam também pagos em dólares. Algo bem parecido com o que está propondo a China, não lhe parece?

A situação, agora, é completamente diferente. Os EUA através da tecnologia “ fracking” desenvolvida nos últimos cinco anos e que lhes permitiram extrair petróleo a custo mais barato das rochas de xisto, se transformaram, no conjunto, de maior importador em maior concorrente da Arábia Saudita no mercado de petróleo. Essa foi a razão pela qual o barril de petróleo caiu de $120 para $40 e permanece baixo oscilando entre $50 e $55. Em consequência, as exportações dos sauditas caíram enormemente, mas ainda assim e em razão da insegurança geopolítica, estão resistindo em abandonar o dólar pelo Yuan. Os chineses continuam importando petróleo saudita e o pagam em dólares, como forma de ir diminuindo suas reservas nessa moeda, que imagino que a consideram arriscada.

Mesmo assim, a Arábia vem perdendo “Market Share” em suas exportações para a China, cuja participação caiu de 25% para 16%, atualmente, enquanto a Rússia aumentou 11%, Angola 22% e outros países da OPEP, em conjunto, 42%.

Com essa perda de mercado, tanto para os EUA como para a China, é uma questão de tempo para a Arábia Saudita aderir ao novo sistema da China onde poderá intercambiar suas reservas em Yuan por ouro. Ou será que vai preferir os Treasuries que podem ser impressos sem critério e bancados pelo vento, ou talvez tufões? Vou esperar para ver.

Finalmente, para encerrar, li que a Saudi Aramco, a companhia nacional de petróleo da Arábia Saudita, está preparando um lançamento de ações, o IPO na sigla em inglês, que se espera seja a maior da história. Como a China está desesperada para baixar suas reservas nos EUA, acredito que não perderá a oportunidade de entrar na disputa associada com Rússia, Irã e outros países asiáticos e dessa forma, adquirindo expressiva participação na produção de petróleo consiga o seu intento de deslocar o dólar pelo Yuan nas transações dos sauditas.

Agora você está mais informado que a maioria das pessoas e poderá intuir que o dólar continuará caindo, pela sua perda de importância e o ouro, consequentemente irá subindo assim como as ações de algumas mineradoras mais bem estruturadas e com reservas dimensionadas. Por outro lado, o mercado de ações americano deverá sofrer uma queda razoável ou entrar num prolongado período de baixa (bear market).

Quem viver, verá e continue de olho aberto.

* * * * *

set 112017
 

Os políticos, os economistas e empresários, todos sem exceção, pregam o crescimento econômico como a solução para todos os problemas. Há uma compulsão pelo crescimento que tomou conta das últimas gerações as quais creem, com grande convicção, que o crescimento econômico, da produção, dos recursos e dos salários podem e devem permanecer crescendo indefinidamente.

Se você, caro leitor e leitora que me dedica seu tempo também está convicta disso, deverá tomar conhecimento dos dados que reuni para comprovar o contrário, que é a tese proposta no título deste artigo.

Em primeiro lugar vamos afinar nossa visão numa perspectiva maior e mais ampliada, como se estivéssemos a observar os fatos de longe.

Nossa geração nasceu e cresceu num mundo em franco desenvolvimento e, por isso, considera que o crescimento continuará sem interrupção, apesar de algumas oscilações de ajuste. Isso é uma ilusão e pretendo demonstrá-la, em seguida. Essa ilusão se constitui num grande problema porque construímos estilos de vida, fizemos investimentos, assumimos dívidas e criamos várias benesses sociais, como planos de previdência, estabilidade no emprego, planos habitacionais e outros, na expectativa de que o crescimento continue indefinidamente.

O crescimento que observamos no mundo não é uma regra, é uma exceção. Aconteceu no século XX e esse legado criou a ilusão do crescimento perpétuo.

Antes do século 19º o progresso global era estável. Os pais não esperavam que seus filhos tivessem um estilo de vida melhor que o deles. As roupas não mudavam de estilo nem de uma geração para outra, não havia modas e consumismo.

A existência do homo sapiens remonta a 200.000 anos e a civilização começou a ocorrer há 6.000 anos. Dentro desta perspectiva, percebe-se claramente que o crescimento econômico é um fenômeno bem recente e ainda de curta duração. O fenômeno do crescimento ocorreu na segunda metade do século 19 e evoluiu exponencialmente no século 20.

O crescimento é medido por um índice. Por exemplo, posso dizer que meu neto, com 80 cm de altura cresceu no ano anterior 4%, ou seja, 3,2 cm. Se mantida essa taxa de crescimento constante, quantos anos levará para que sua altura dobre?

Uma operação envolvendo cálculos logaritmos encontrará a resposta 18.

Uma outra forma muito simples, mas não muito precisa é usar a regra 72 que consiste em dividir 72 pela taxa de crescimento.

Assim: 72/4 = 18 anos, tempo necessário para o garoto dobrar de tamanho, atingindo 1,6 metros. Se a taxa de crescimento for de 9% a.a. levará apenas oito anos para dobrar de tamanho. (72/9) = 8 anos

Na natureza há sempre limites para tudo. Há um momento no qual o crescimento cessa. As árvores param de crescer, os recursos naturais vão diminuindo, as espécies se extinguem, o ar e a água vão se tornando mais escassos e a população vai reduzindo sua taxa de crescimento até iniciar uma reversão, um decréscimo como está ocorrendo agora mesmo.

O mesmo fenômeno ocorre com o crescimento das empresas e da economia em geral e, portanto, com o PIB dos países.

Para entender a dinâmica dos fenômenos que envolvem o crescimento, precisamos analisar o que produz o crescimento e quanto desses recursos estão disponíveis de forma indefinida.

O crescimento econômico de um país depende essencialmente de quatro fatores principais:

A – Disponibilidade de matérias primas e energia em condições inesgotáveis.
B – Crescimento da massa de trabalhadores.
C – Crescimento da produtividade.
D – Capital próprio ou complementado por empréstimos (dívida).

Todos sabemos que a condição A não é sustentável. Basta ver que a madeira, praticamente está em vias de esgotamento. A água potável está em torno de 3% da água do planeta em condições de uso pela população. Já tivemos em 2016 uma grande crise de abastecimento e nossas reservas estão se esgotando rapidamente por causa da destruição das florestas. A Mata Atlântica já totalmente extinta e a Floresta Tropical Amazônica em vias de. Peixes e alimentos naturais estão cada vez mais escassos. Carnes de gado e frango estão sofrendo embargos em todo o mundo pelo uso incorreto de fertilizantes cancerígenos nas rações, aplicação desmedida de hormônios para acelerar o crescimento dos animais (sempre a mesma compulsão) vacinas, etc…

O petróleo está cada vez mais profundo, como no pré-sal, exigindo dispendiosas tecnologias para explorá-lo e subsídios governamentais para tornar a exploração competitiva. Quanto mais recursos na exploração, maior o preço para o consumidor ou produto final e isso é um fator que limita ou inviabiliza a utilização de uma matéria prima mesmo que existente em quantidades razoáveis, além de fatores ecológicos decorrentes da exploração sem sustentabilidade.

Enquanto escrevo, a TV mostra o drama da população da Flórida fugindo do Irma, o poderoso tufão que está dando o troco da natureza pelos maus tratos que tem sofrido, os quais estão produzindo o aquecimento global, que as autoridades negam a existência.

O segundo fator B é o crescimento dos trabalhadores envolvidos na produção. Estamos neste exato momento testemunhando a necessidade da reforma da Previdência. Durante os anos de grande crescimento os governos criaram leis benevolentes demais e assumiram compromissos financeiros permanentes que só teriam sentido se a massa de trabalhadores crescesse continuamente. O que está acontecendo é que os empregos estão desaparecendo, a massa de desempregados é enorme, muito maior do que a indicada pelas estatísticas e com o avanço das tecnologias esses desempregados não terão a mínima chance de voltar ao trabalho formal por falta de conhecimento, formação e adequação aos novos requisitos.

Estamos diante de uma pirâmide de Ponzi na qual um número cada vez menor de trabalhadores têm de contribuir com a aposentadoria de cada vez maior número de velhos aposentados e cuja expectativa de vida não pára de aumentar.

Como o gráfico acima mostra claramente, apenas um país, a Índia, tem uma taxa de fertilidade acima de 2, assim mesmo com tendência de queda livre. A fertilidade abaixo de 2 significa que o tamanho da humanidade vai decrescer, o que na realidade já está acontecendo em vários países mais desenvolvidos e mais produtivos. A qualidade técnica dos sobreviventes vai decrescer muito e rapidamente com aumento da pobreza, com pessoas de insuficiente ou nenhuma educação, incapazes de prover a própria vida num mundo moderno e globalizado.

Então não tenham dúvida, a reforma da Previdência vai sair, se não neste governo, no próximo. Caso contrário a economia do país implode e teremos uma revolução civil.

O terceiro fator C que produz o crescimento é a produtividade. Está comprovado por diversas pesquisas e dados que os formidáveis avanços da tecnologia nos últimos tempos têm contribuído apenas marginalmente para o aumento da produtividade.

As administrações das empresas têm registrado grande perda de tempo de horas de trabalho com seus funcionários utilizando celulares e computadores para responder e-mail pessoais, se distrair no Facebook ou com games e efetuando compras online.

A dirigente do IMF (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde disse que outra década com fraco crescimento na produtividade do trabalho poderá afetar seriamente e de forma negativa o atual padrão de vida global.

A produtividade significa fazer mais com menos recursos e o que ela tem feito é dispensar cada vez mais a utilização da mão-de-obra, um dos fatores geradores do crescimento. A substituição de mão de obra por máquinas produziu, num primeiro momento, um grande aumento da produção, por tornar mais baratos os produtos finais.

Vejam o que está acontecendo agora: o petróleo caiu de $120 dólares, o barril, para $40 dólares. Vários analistas emitiram opiniões erradas, que tal fato produziria uma grande economia para as famílias que iriam gastar as sobras em viagens, restaurantes, roupas e acessórios, acelerando a economia. Ocorreu o contrário, os preços dos imóveis despencaram, os alugueis baixaram, os setores de varejo entraram em crise e as economias entraram em depressão ou em recessão.

Por quê? As empresas produtoras de energia fecharam, às centenas, despejando seus funcionários no desemprego os quais sem remuneração deixaram de consumir, o governo arrecadou menos impostos enquanto os débitos continuaram crescendo e é esse o quadro que observamos atualmente, não apenas no Brasil, mas na Europa, EUA, Japão e nos países do BRICS, com exceção de China e Índia que se prepararam para estes novos tempos.

Também observo que as grandes corporações não estão investindo seus lucros nos próprios negócios. Ao contrário, os estão empregando em programas de recompra de ações com o objetivo de ampliar o lucro por ação e, com isso, o aumento nas cotações das empresas o que, consequentemente, amplia os bônus dos executivos. Também refinanciam seus débitos e praticam as Fusões & Aquisições. Essas atividades não são condenáveis e podem contribuir, no longo prazo, para o fortalecimento da empresa, mas nenhuma delas dará um alento à produtividade, como investir em Pesquisa & Desenvolvimento.

Finalmente, o último fator D para garantir o crescimento econômico é o capital disponível e a disponibilidade de créditos. Ocorre que o modelo adotado pelos governos foi o de garantir crescimento econômico com benefícios que rendem votos e perpetuação no poder. Esse modelo exige muita dívida e os governos estão mais endividados do que dispõem de capital e renda para quitar seus débitos. Então o default não é questão de SE, mas de QUANDO.

Durante as décadas de 50-60, um dólar de débito era suficiente para produzir 1 dólar de produção. Atualmente, 1 dólar de débito produz apenas um quarter (0,25 cents) de produção. A situação é insolúvel e como os gastos governamentais são fixos devido aos compromissos assumidos por lei e que não podem ser removidos, caminhamos para um grande desequilíbrio financeiro com instabilidades sociais gravíssimas num mundo que não terá mais condições de crescer. Cedo ou mais tarde vamos deparar com a situação:

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ago 182017
 

Muitas pessoas, americanos inclusive, não tomaram consciência ainda dos riscos iminentes de uma hecatombe mundial que poderá ser provocada pela Coreia do Norte. O líder norte coreano está empenhado em transformar seu país em mais um possuidor de armas atômicas, afim de preservar o seu regime ditatorial e de ser tratado de forma diferenciada, como os demais países que conseguiram alcançar essa qualidade. Já teve ocasião de mencionar que Kadafi , da Líbia e Saddam do Iraque, que acederam transformar seus programas nucleares defensivos em energéticos, acabaram mal. Por isso, Kim-Jong-um, não tenham nenhuma dúvida, está determinado a produzir foguetes, miniaturizar bombas nucleares e se projetar como potência atômica.

O governo Obama foi muito condescendente com a Coreia do Norte achando que o país não tinha condições técnicas, financeiras e logística para se tornar no que efetivamente já se tornou. Agora, será difícil reverter o problema, mas terá de ser revertido ainda que a um custo muito maior.

Os EUA terão de analisar suas decisões e opções. Tentaram a diplomacia, as sanções econômicas, os blefes, os sustos, com o recente ataque à Síria com a tal bomba Mãe de todas. Nada disso demoveu ou abalou o líder coreano. As pessoas dizem que ele não seria louco de atacar Washington ou Los Angeles porque a reação americana varreria a Coreia do Norte do mapa.

Vamos colocar as coisas em perspectiva: a Coreia do Norte possui uma população de 25 milhões, metade da população da Coreia do Sul e o dobro do contingente das forças armadas desta. Trata-se de um país extremamente atrasado cuja maior fonte de emprego são as forças armadas. Seu comércio exterior é mais de 90% dependente da China. Um ataque à Washington ou Los Angeles seria uma enorme perda para o mundo em relação à alternativa da retaliação. Por isso é pouco provável que os EUA, sob o comando de Trump, vão esperar por um ataque para depois revidar.

Se permitirem que a Coreia do Norte continue com seu programa, considerando que poderão conviver com isso, as consequências lógicas seriam o Japão e Coreia do Sul desejarem também desenvolver programas semelhantes com a consequente nuclearização da Ásia Oriental que já é desestabilizada e aumentaria em vários graus o risco de guerra.

Dizem que a China está colaborando com os EUA, tanto assim que aprovou as sanções econômicas contra a Coreia do Norte. Ora, tendo a China fronteira com os norte coreanos na divisa formada pelo rio Yalu e também a Rússia que possui uma pequena passagem fronteiriça por onde passam ferrovias e rodovias que comunicam os dois países, então é muito difícil garantir que essas sanções sejam cumpridas. O máximo de intervenção direta que a China fez foi seu recente recado ao Líder Kim para que parasse com as provocações aos EUA e que se ele iniciasse algum ataque àquele país, ou aos seus aliados, estaria sozinho para enfrentar as consequências, mas se a Coreia fosse atacada primeiro, a China interviria. Em nenhum momento a China impôs que fosse descontinuado o programa atômico, muito possivelmente financiado por ela. É muito provável que a Coreia esteja também obtendo armas na Rússia e na Ucrânia que produz motores de misseis para a Rússia.

 

Uma possível alternativa a esse imbróglio é uma arriscada ação aérea em conjunto com Japão para bombardear o palácio do governo, os reservatórios de combustíveis e laboratórios matando o líder Kim e mudando o regime da Coreia do Norte. Não se sabe qual seria a reação da China, mas poderia ser negociada com a política comercial mais favorável a ela. De toda maneira essa iniciativa poderá desencadear uma guerra sangrenta de consequências imprevisíveis.

Há alguns fatores que amenizam a situação. A China está na iminência de se tornar a líder mundial como a maior economia do planeta. Já detém o maior comercio mundial e está se projetando entre os líderes mundiais como um peso pesado que deve ser ouvido e respeitado. Então, não teria interesse de se envolver em uma guerra custosa e que não lhe traria nenhum benefício. Da mesma forma, a Rússia permanece quieta esperando oportunidades para agir. O presidente Putin é um homem perigoso, muito inteligente, estrategista, destacado praticante de artes marciais, muito disciplinado e não dá ponto sem nó. Está bastante ligado com a China no projeto de criar um novo sistema financeiro mundial, para isolar o dólar como moeda hegemônica do comércio, o qual já começou a operar e cujas consequências serão reduzir o poder dos EUA de impor sanções financeiras contra outros países e de se auto financiar, retirando-lhes a capacidade de seguir sendo a polícia do mundo. Por isso, Rússia e China vêm acumulando ouro em grandes proporções para bancar o novo sistema financeiro.

Como já souberam através de minhas análises da Economia Americana, os EUA têm um débito de pouco menos de 20 trilhões, superior ao PIB, avaliado em 18,7 trilhões. Portanto, os americanos trabalham exclusivamente para pagar dívidas e qualquer gasto adicional a isso terá de ser financiado. Uma nova guerra acrescentaria alguns trilhões mais a essa exagerada dívida produzindo a desvalorização do dólar, que já vem caindo com a agravante que a perda do dólar como moeda principal do comercio exterior, o que já vem ocorrendo e pode ser observada pela perda crescente das reservas estrangeiras nessa moeda, o país não teria as condições favoráveis dos últimos cinquenta anos para se autofinanciar.

Poderiam as provocações reiteradas da Coreia do Norte ser um chamariz para que os EUA sejam o grande perdedor?

* * *

 

ago 042017
 

ÍNDICE NASDAQ

Está impossível efetuar uma análise substantiva. A razão é a seguinte: o índice tem em sua composição um alto percentual de empresas verdadeiramente campeãs: Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet (Google) e Face Book. Dado o elevado valor atingido por essas empresas, que se tornaram alvo de demandas pelo governo por prejudicar a concorrência em função de suas altas tecnologias e modelos exitosos de negócios, suas cotações têm oscilado com alta volatilidade. Parece que os EUA já não são o país das oportunidades.

O gráfico ao lado indica claramente a repercussão no índice, desse fato.

Contudo, efetuando uma projeção das minhas análises anteriores, o índice teria por meta, ao completar a atual onda w1, componente da onda intermediaria (5), alcançar as cotações na faixa 5.803 – 6.263.

Na realidade, o máximo atingido foi 6.422,75, em 26/julho, excedendo minha meta em 2,6%.

ÍNDICE DOW JONES:

Está para completar a onda w3 componente da onda intermediara (1) na cota máxima 23.090. Após, sofrerá queda com suporte na faixa 21.045 – 19.838, caso alcance a cota máxima prevista, o que é bem provável.

ÍNDICE S&P 500:

Está completando a onda w5 de (1), cujos alvos são: 2.514 / 2.870 / 2.949. A cotação de hoje é 2.476. Por se tratar de primeira onda, os suportes da correção que virá serão calculados a partir da cota máxima.

ÍNDICE BOVESPA:

O índice está cursando a onda w1 da onda intermediaria (5) que terá força para alcançar as resistências cíclicas em 72.973; 77.539; 78.245. A partir de qualquer delas sofrerá um ajuste técnico mais expressivo. Cotação de hoje: 66.897.

 

Espero que com estas indicações possam efetuar bons investimentos.

Até breve!

jul 122017
 

Tenho lido muitos artigos na mídia americana afirmando que a economia dos EUA vai bem, está aquecida e muito próxima do pleno emprego. Ora, isso contraria tudo o que eu disse, após acurada análise, na minha série de mesmo nome publicada em 2016.

Se é verdade o que diz o governo, as consequências serão inevitáveis: pleno emprego conduz a aumento de salários, que produz aumento da inflação, que exige medidas monetárias como o aumento da taxa de juros que, por sua vez, faz declinar o preço das ações e títulos e o declínio do valor da própria moeda.

Isso por certo não vai acontecer, porque não é o que os dados dizem, como mostrarei em seguida.

O custo total da produção tem a participação de dois terços dos custos trabalhistas e é claro que, se há mesmo pleno emprego, o inevitável aumento de salários acelerará a inflação de preços, em geral. Porém isso está longe de acontecer porque os cálculos estatísticos, que avaliam a ocupação da mão de obra, é uma ficção, ao desprezar a taxa de participação da população em condições de trabalhar.

Por exemplo, apenas 55% dos americanos adultos, entre 18 e 64 anos, possuem um emprego em tempo integral. Esse dado nos leva a outro: cerca de 95 milhões de adultos, em condições de trabalho, estão fora do mercado. Como é isso possível? Eles não necessitam comer?

O demógrafo Nicholas Eberstadt observou, em estudo recente, que a taxa de participação na força de trabalho de adultos entre 25 e 54 anos é atualmente menor que a apresentada no fim da Grande Depressão.

Como fatos tão díspares podem ser usados ou desprezados para ajudar a compreender os fenômenos mercadológicos atuais?

Na minha série de mesmo nome deste artigo mostrei várias estatísticas e gráficos produzidos pelo próprio governo e órgãos privados, que mostram como no governo Obama os programas de pobreza foram inflados além da conta. De acordo com o Census Bureau, quase três quintos dos funcionários federais recebem benefícios por incapacidade. Os gastos com alimentação, o Food Card, uma espécie mais moderna de nossa bolsa-família, acrescida de outras benesses, como seguro-desemprego e moradia, apesar de elevadíssimos, ainda não superam o que o Estado paga aos trabalhadores incapacitados.

Não me interpretem mal. Não vejo com maus olhos qualquer homem ou mulher com real deficiência e incapacidade para o trabalho que receba auxilio federal. Eles são merecedores de nosso respeito e consideração. Porém, milhares de trabalhadores com dores nas costas, depressão, com a falta de um dedo mínimo por acidente, males comuns entre trabalhadores produtivos a tempo integral, passam a ser usufrutuários do auxílio federal, como incapacitados, à custa dos contribuintes pagantes.

Alguns arranjos no atual governo Trump poderão atrair muitos desses indivíduos de volta ao mercado de trabalho.

O primeiro é o programa de infraestrutura federal de um trilhão de dólares, talvez a única política do atual governo com amplo apoio dos democratas e republicanos.

Tal programa não seria possível numa situação de pleno emprego, a menos que os EUA atraís

sem a maioria dos imigrantes, atualmente em busca de uma oportunidade na Europa. Contudo, como sabem, a política de Trump é fechar as fronteiras para a imigração, pois ele sabe que de desempregados o país está farto e, por isso, ele foi eleito, como aliás previ contra todas as previsões.

 

O segundo é a nova legislação que exige a vinculação ao trabalho para os programas sociais federais. A exigência de trabalho foi eliminada por Obama, mas os republicanos querem reverter isso e o Pres. Trump certamente promulgará em forma de lei.

Isso poderá reduzir o déficit orçamentário e aumentar a taxa de participação da população ativa no trabalho.

O país não tem escassez de trabalhadores; tem um excesso de Estado-Previdência.

Concluindo, ao contrário do que a mídia afirma insistentemente, os EUA não estão em pleno emprego, continuam em depressão, o Federal Reserve que prometeu mais elevações nas taxas de juros ao longo deste ano, muito provavelmente não fará nenhuma, os salários não irão subir, nem a inflação, o comércio continuará fraco e, se alguma perturbação ocorrer nos mercados financeiros, não será devido aos fatores aqui comentados, mas possivelmente a um provável conflito com a Coreia do Norte.

Obs. Aos leitores interessados em informações mais completas sobre este assunto, para auxiliá-los na interpretação dos acontecimentos mundiais em grande aceleração, os convido a ler os quatro relatórios de “A Economia Americana”, uma leitura agradável, isenta de economês para ser compreendida mesmo por não economistas.

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jun 282017
 

Conforme minha última análise deste índice, postada aqui mesmo, previ que a onda w1, a primeira da onda intermediaria (5), alcançaria as metas 5.794; 5.803 ou 6.263, esta com 15% de probabilidade.

O gráfico acima indica que o índice superou o máximo calculado atingindo 6.304, pico inédito. Contudo, apresentou uma volatilidade também inédita, com o índice subindo e descendo freneticamente embora os indicadores mostrem resiliência à queda.

Interessante, não? Acho que uma queda significativa é iminente, embora não haja elementos técnicos para afirmar e fundamentar. Por vias das dúvidas, recomento estreitar os stop-loss nas ações que compõem o índice.

Até a próxima.

maio 102017
 

Hopi Hari, o maior parque temático e de diversões do Brasil vai fechar. Motivo: excesso de dívidas que provocou a insolvência do grupo. Essa notícia vocês já sabem, leram nos jornais e viram no noticiário de TV, mas não tem nenhuma importância, pois milhares de outras empresas comerciais, industriais e de serviços fecharam pelo mesmo motivo: excesso de dívidas que produzem queda de receita e de crédito e conduzem à bancarrota.

Se é verdade para empresas mal geridas também é verdade para países mal administrados: Grécia, Porto Rico, Venezuela falidos e o Brasil a caminho do abismo, como afirmou Delfim Neto, se os políticos não tomarem vergonha e aprovarem as reformas que estão sendo propostas, sem desfigurá-las.

A nossa crise desempregou 14 milhões de brasileiros, mas o número de desempregados e miseráveis é visivelmente muito maior.

O que pretendo revelar aqui trata-se de acontecimentos em âmbito global, muito importantes e tenho certeza de que quase ninguém está sabendo o que está para ocorrer e que, em consequência, comprometerá o estilo de vida e as relações funcionais entre as nações, tal como a conhecemos.

Dia 14 e 15 de maio, marque estas datas em sua agenda, será realizada uma Cimeira de grande importância estratégica convocada pela China. Foram convidados 28 países ao evento, orquestrado para promover a visão do Presidente chinês Xi Jinping sobre a expansão das ligações entre Ásia, África e Europa apoiada por bilhões de dólares de investimentos em infraestrutura.

Esses investimentos fazem parte do colossal projeto One Road, que liga China à Rússia, Europa, Ocidente e vários países asiáticos por autoestradas e ferrovias e o One Belt que é um cinturão naval ligando África, Oriente Médio e vários outros países, circundando as ilhas artificiais construídas no Mar Meridional.

O foco da reunião é mostrar como será desenvolvida a conectividade entre Europa, Ásia e África cujo projeto também está aberto ao resto do mundo.

O People’s Daily deste mês, em primeira página, publicou que o projeto é a “solução da China” para os desafios econômicos do mundo.

Alguns dos mais destacados aliados e parceiros da China atenderão à Cimeira, incluindo Vladimir Putin, Presidente da Rússia, o Primeiro Ministro Nawaz Sharif do Paquistão, o Primeiro Ministro Hun Sen do Camboja e Presidente Nazarbayev do Cazaquistão. O Primeiro Ministro da Itália, Paolo Gentiloni, representará o G7. Líderes do Reino Unido, Alemanha, França e Japão estarão presentes, também.

Apenas um líder de uma grande nação não foi convidado, ele mesmo, Mr. Donald Trump.

Isso me deu motivo para uma análise de inteligência.

Se a Cimeira é para destacar a visão do presidente da China sobre o que ele acha da política de preservação do meio ambiente e comercio global, isso já foi falado por ele na última Cimeira do G20, em oposição às posições adotadas por Trump, quanto a preservação e a globalização, centradas em sua visão do projeto America First. Então, porque estaria esta reunião cercada de segredos?

Segundo meus prognósticos o motivo principal deste Fórum é anunciar ao mundo e obter a concordância das principais nações ao novo sistema financeiro global que a China vem secretamente desenvolvendo e que, apesar de haver chamado a atenção em meus ensaios divulgados nas redes sociais há mais de um ano, quase ninguém deu crédito ou dedicou melhor atenção.

Este novo sistema estará baseado no Yuan como a principal moeda, lastreada em ouro e o Swift será substituído por outro processo de comunicação bancário, já em uso experimental e fora do controle dos EUA. Desta forma, o poder de impor barreiras e sanções à outras nações, pelos EUA, será minimizado e o reinado do King Dollar será deixado para trás.

A Coreia do Sul, cujo presidente de perfil liberal recém-eleito, Moon Jae-in, alinhado com a China, já se posicionou contra a instalação, em seu território, do escudo antimísseis pelos EUA e certamente será convidado para a Cimeira no próximo fim-de semana.

O que resta à Trump fazer?

Retroceder, seria uma demonstração de fraqueza que prejudicará, ainda mais, a atual imagem bastante desgastada, inclusive no exterior. Seguir adiante, lançando uma bomba-mãe na Coreia do Norte, no dia das mães, seria entrar num conflito mundial e os EUA estão como o Hopi Hari, virtualmente falidos pelas mesmas razões: endividamento disparado, economia em depressão, má gestão dos recursos públicos e incapacidade política de reverter a situação.

Quem não se posicionou do lado certo, talvez não terá mais tempo.

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fev 172017
 

Como podem observar pelo gráfico, o índice rompeu a resistência superior do túnel, no qual ficou recluso desde novembro de 2010, mas sem grande entusiasmo pela liberdade. Observe o ritmo da subida à esquerda como era expressiva.

O mesmo gráfico em variação semanal mostra a evolução da onda intermediaria (3) se desenvolvendo em cinco ondas 1-2-3-4 e a 5 irá finalizar no máximo em 74.053 de onde retornará numa correção técnica, no bojo da onda (4) de grau intermediário.

Até lá, as escolhas deverão ser bem seletivas e os resultados podem surpreender.

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