abr 032018
 

O índice está percorrendo a onda primária V.

Já completou a onda w5 pertencente a onda intermediara (1) que foi completada na mesma cota 2.870,62. Essa cota empatou com minha previsão calculada em 2.870,05.

Como seria previsto, ocorreu o inicio da onda corretiva (2), de grau intermediário que desenhará um ou dois tríplices e terá como suportes as cotas:2.351; 2.029; 1.509.

Nenhuma dessas cotas foi alcançada, ainda, mas o índice está se desvalorizando e encontrará uma resistência provável entre as duas primeiras linhas. Não plotei a terceira linha de sustentação porque, até o momento, a probabilidade de ser alcançada é inferior a 5%, mas é uma probabilidade.

abr 032018
 

Vale completou a onda w5 e, também, a onda intermediaria (1) que, por sua vez pertence à onda primária V, em curso. A cota máxima atingida foi 47,60 e a previsão era o intervalo 47 – 48.

Está agora desenvolvendo a onda corretiva (2) que alcançará os suportes nas cotas 38,34 ou 32,61.

Nesse nível oferecerá oportunidade de investimento, pois os indicadores e osciladores indicam firmeza da ação.

abr 032018
 

Em relação a minha análise de 07 de fevereiro último, não há nada que possa ser acrescentado, apenas o gráfico, atualizado na data de 02 de abril, mostra que o previsto está em vias de se realizar. Observe que a primeira linha de sustentação está bem abaixo.

Em minha última análise previ que o Dow Jones alcançaria o topo em meados de novembro/2017, tendo como alvo as cotas: 23.666; 25.586, sendo a segunda de maior probabilidade, com mais de 50% e a última com apenas 12,5%.

Previ que o pico ocorreria em meados de novembro de 2017, o que de fato ocorreu com a cota 23.666 de maior probabilidade. Contudo, o índice seguiu adiante superando também a terceira cota numa ascensão espetacular digna de uma típica euforia de bolha. Excedeu minha previsão de prazo em dois meses em apenas 4% da cota máxima calculada.

Completou a onda w5 que se alongou no dobro do percurso da onda w3.

Com a onda w5 foram completadas as ondas intermediaria (5) e a onda primária V todas de uma só vez, indicando o final da fase Bull. (mercado em alta).

Recalculando os novos suportes, não muito diferentes dos estabelecidos anteriormente, o Índice ingressará num período Bear Market que será prolongado e levará as cotações para os níveis 21.480; 18.301; 13.164, este último com uma probabilidade de apenas 10%. O mais provável é que o índice encontre um suporte firme entre os dois primeiros níveis.

Não se iludam com as informações da mídia de que a economia americana está no melhor dos mundos, com pleno emprego e crescimento acelerado, porque os movimentos da bolsa têm suas regras próprias e muito pouca correlação com a economia.

Bons negócios.

fev 072018
 

O Bovespa está com comportamento descolado da bolsa americana, porque nos últimos 9 anos aquela bolsa subiu sem interrupção, enquanto a nossa ficou presa num túnel em queda pela falta de perspectivas dos governos anteriores.

Por isso, está sofrendo menos com o impacto da queda do Dow Jones, porque está muito atrasada. Ademais assumiu comportamento politizado. Com a queda do governo anterior a bolsa engatou uma alta firme e sustentada pelas reformas já conseguidas com o atual governo.

Os investidores estão, atualmente, mais preocupados com a possibilidade de o Lula ser preso e como não será, isso provocará queda forte na bolsa. Outro risco é a aprovação da reforma da Previdência. Se for aprovada a bolsa deslancha, mas como não será, deverá cair forte. Então torna-se difícil qualquer previsão técnica porque o mercado não está com comportamento racional, portanto imprevisível.

Contudo, indicarei o que o gráfico nos diz, até o momento. Como o gráfico mostra, estamos vendo o desenvolvimento da onda w3 que deverá finalizar na faixa 92.000 – 98.000 se tudo correr bem. A partir daí terá uma correção e seguirá no bojo da onda w5 para cima de 100.000 podendo alcançar 116.000 – 125.000 antes de uma maior correção na onda intermediaria de grau superior.

fev 072018
 

Em minha última análise, previ que o Dow Jones alcançaria o topo em meados de novembro/17 tendo como alvo as cotas: 23.597; 23.666; e 25.586, sendo a segunda de maior probabilidade, com mais de 50% e a última com apenas 12,5%.

Previ que o pico ocorreria em meados de novembro/17, o que de fato ocorreu com a cota 23.666 de maior probabilidade. Contudo, o índice seguiu adiante superando também a terceira cota numa ascensão espetacular digna de uma típica euforia de bolha. Excedeu minha previsão de prazo em 2 meses e apenas 4% da cota máxima calculada.

Completou a onda w5 que se alongou no dobro do percurso da onda w3.

Com a onda w5, foram completadas as ondas intermediaria (5) e a onda primária V, todas de uma só vez.
Recalculando os novos suportes, não muito diferentes dos estabelecidos anteriormente, o Índice ingressará num período Bear Market que será prolongado e levará as cotações para os níveis 21.480; 18.301; 13.164, este último com uma probabilidade de apenas 10%. O mais provável é que o índice encontre um suporte firme entre as duas primeiras linhas horizontais.

Não se iludam com as informações da mídia de que a economia americana está no melhor dos mundos, com pleno emprego e crescimento acelerado, porque os movimentos da bolsa têm suas regras próprias e muito pouca correlação com a economia.

Bons negócios.

dez 162017
 

O ano 2017 está finalizando e é natural que as pessoas expressem suas esperanças de que o Ano Velho fique para trás e que o Ano Novo traga melhores e mais prósperos dias.

Não trará. E não se trata de pessimismo, mas da análise da dinâmica dos acontecimentos globais em formação, os quais permitem algumas previsões bastante sombrias. Vamos aos fatos:

No Brasil, ano eleitoral, temos a certeza da total incerteza do que ocorrerá. Apesar dos avanços da ‘Lava-Jato’ na moralização das relações público-privadas, os políticos continuam nas mesmas práticas fisiológicas e com as mesmas caras-de-pau, dando a mínima para as reações populares e comentários críticos nos jornais e redes sociais.

A reforma da Previdência, de suma importância para o equilíbrio fiscal que a duras penas começa a emergir do profundo abismo, não será votada neste ano nem no próximo para manter o privilegio da pequena população de marajás que consomem 45% dos recursos totais da Previdência. Eles são intocáveis porque são os que têm controle de tudo.

Os trabalhadores, me refiro aos que realmente trabalham, não aos baderneiros subsidiados com recursos públicos, logo mais não poderão contar com a parca aposentadoria pela qual pagaram arduamente para merecê-la.

Nosso país tem dívida crescente e sem controle, nosso déficit já atingiu R$ 159 bilhões, há pagamentos em atraso e cortes nos benefícios sociais, mas bilhões continuam a ser distribuídos para estados e municípios em troca de votos nem sempre para causas justas. O mesmo acontece no resto do mundo entre economias emergentes e as chamadas avançadas. Então, nada a se preocupar, é a regra. Bolsas continuam subindo e formando bolhas no mundo todo, também é regra. O fenômeno bitcoin, uma ‘moeda’ inventada não se sabe por quem e controlada por algoritmos em computadores espalhados pelo mundo, sem nenhum controle e normatização, sobe aceleradamente com impressionantes percentuais atraindo milhares de pessoas crédulas que hipotecam suas casas para entregar dinheiro bom em troca de uma esperança numa crença infundada. Para mim, trata-se de uma pirâmide que fará história como a maior do Egito e que irá explodir a qualquer hora. Ou será que inventaram o moto-contínuo financeiro, a maneira de criar riqueza a partir do absolutamente nada?

Trump, FED aumentando a taxa de juros, dívidas trilhionárias em expansão nas economias avançadas, bolhas nas ações e bitcoins, a perda de valores éticos nas sociedades modernas, nada disso importa às pessoas em geral que perderam a capacidade de indignar-se.

Há uma coisa que deveria importar muito, pois o afetará diretamente no seu bolso, na segurança de sua família, na eventual perda de todo seu patrimônio, um assunto que a mídia internacional não quer que você saiba e esta será nossa desgraça em 2018 a ocorrer já no primeiro trimestre.

O mais importante acontecimento financeiro e geopolítico, prestes a acontecer, é a guerra entre EUA e Coreia do Norte.

Eis os fundamentos:

1 – O líder Kim Jong-un não é um louco varrido como a mídia ocidental o descreve. Parece-me bastante racional e, na sua visão particular dos fatos, muito prático. Ele observou o que aconteceu no Iraque. Saddam Hussein estava desenvolvendo um programa nuclear em 1980, o qual foi abandonado na Guerra do Golfo. Anos mais tarde, a coalizão liderada pelos EUA invadiu o Iraque e Saddam foi enforcado. Na Líbia, o líder Muamar Kadafi concordou em abandonar seu programa nuclear. Tempos depois, a Líbia foi invadida pela OTAN e Kadafi foi morto. Kim já mencionou diversas vezes esses fatos e sabe que não pode descontinuar seu programa atômico sob pena de colocar seu reinado e a própria vida em risco. Dentro desta ótica não é louco, pelo contrário, já deu seu recado racional.

2 – Os EUA conviveram durante a Guerra Fria com a China e Rússia, possuidoras de armas e tecnologia nuclear. Isso significa que farão o mesmo com a Coreia do Norte, como o Pres. Obama sinalizou, deixando que o programa seguisse? Sob Trump isso não irá acontecer e a situação é bem diferente. Tanto a China como a Rússia jamais ameaçaram atacar os EUA, a menos que estes os atacassem primeiro. A Coreia do Norte, ao contrário, tem ameaçado atacar os EUA reiteradas vezes com seus mísseis em teste, os quais podem transportar ogivas nucleares. Os EUA irão esperar que San Francisco ou Washington sejam atacados primeiro para posterior revide avassalador? Já pensou no que representaria as perdas de uma explosão nuclear em San Francisco em vidas humanas e em patrimônio histórico e cultural? Em contrapartida… Esperarão ser considerados ‘Tigres de Papel’, como os definiu Kim, fazendo referência à época do presidente Obama?

Sabemos que os ditadores que prometem ataques, cedo ou tarde acabam por realiza-los, sob pena de ver seu prestígio local decrescer. Adolf Hitler anunciou ao mundo, em 1920, que iria unir a Alemanha, conquistar a Europa e efetuar a maior matança de judeus. Ele cumpriu todas.

Osama bin Laden declarou guerra aos EUA em 1996 e repetiu a ameaça em 1998. Na manhã de 11 de setembro de 2001, quando ninguém esperava, terroristas treinados em pilotar aviões de carreira no próprio país americano, conduziram dois aviões às torres gêmeas, outro ao Pentágono e um quarto em direção à San Francisco. Este teve a rota frustrada pela revolta dos passageiros e caiu na Pensilvânia. Foram quase 3000 mortos em Manhattan, Virginia e Pensilvânia.

Então, se Kim Jong-un afirma que atacará os EUA com armas nucleares, acredite nele.

3 -Trump agirá primeiro?

A resposta é sim. Porque se a Coreia do Norte se tornar uma potência atômica, o Japão, Coreia do Sul, Turquia, Egito e Arábia Saudita farão o mesmo. Será a maior expansão de poderio bélico como jamais existiu e não haverá mais forma de conter esse avanço mortífero. Por esta e outras razões não comentadas aqui, os EUA não poderão vacilar. Terão de agir e já se prepararam para isso.

4 – O que acontecerá depois?

A geopolítica vai determinar se a península coreana será unificada e ficará aliada aos EUA ou se será entregue à China. A Rússia, que tem fronteira, ainda que pequena, com a Coreia do Norte, tem fortes interesses, também. Se a condução diplomática não for bem conduzida a consequência poderá ser a III World War.

De qualquer maneira, quero desejar a todos um Feliz Ano Novo, naturalmente torcendo para que eu esteja completamente errado nas minhas previsões.

* * *

out 132017
 

ANALISE TÉCNICA DO ÍNDICE BOVESPA

Numa visão ampla do índice, como mostrada no gráfico acima, destacamos os seguintes pontos, muito significativos:

III – final da terceira onda primária que alcançou o teto máximo em 73.920 em 30/05/2008, nas vésperas do crash produzido pela crise financeira nos EUA que se irradiou em escala global.

IV – em apenas cinco meses o Índice derreteu para a cota 29.435, uma desvalorização de 60,18%, completando a quarta onda primária e causando uma perda patrimonial sem precedentes para os investidores que não tomaram precauções defensivas, uma vez que os sinais eram bastantes evidentes antes desta ocorrência.

> a reação que se seguiu foi forte e completou a onda intermediaria (1), de um grau inferior à primária, na cota 73.103 em apenas 25 meses, em 30/11/2010. O teto anterior, entretanto, não chegou a ser ultrapassado, o que não tem importância, neste caso.

> o que sim, tem importância foi o prolongado período desenvolvido pela onda intermediaria (2) a qual permaneceu presa num túnel Bear durante nada menos de cinco anos e dez meses. A razão mais plausível para essa ocorrência foi a eleição de Dilma Rousseff para governar o Brasil. Durante todo o período de seu desgoverno a bolsa americana subiu sem parar ocorrendo um descolamento prolongado da bolsa brasileira em relação à americana.

W1 – a partir da finalização da onda (2) observamos o início da onda menor w1 de grau imediatamente inferior a onda intermediaria anterior, a qual conseguiu, como era esperado, ultrapassar a barreira do túnel, quando o impeachement da ‘infeliza presidenta’ estava em curso. Ademais encerrou sua escalada na cota 69.487.

W2 – a seguir a onda w2 de mesmo grau efetuou a correção até a cota 60.314.

W3 – estamos observando, agora, a onda w3 que se expande com ótimo momentum e força, a qual deve alcançar a cota 92.755 e, se as condições forem favoráveis poderá ir até 112.804, porém com bem menor probabilidade.

O efeito Dow Jones: na semana passada publiquei a análise do índice americano prevendo uma queda substancial para novembro. Contudo, como ficou demonstrado aqui, a bolsa brasileira se atrasou muito com as incertezas quanto ao futuro do país, perdendo investimentos do exterior e nacionais. É possível que muitos investimentos dos EUA possam voar para o Brasil em razão do saneamento produzido pela Lava-Jato, das reformas que já foram introduzidas pelo atual governo e especialmente se passar a reforma da Previdência, o que evitará um rebaixamento do nosso crédito pelas Agências de Risco.

Mas, no Brasil, até o passado é imprevisível.

Bons investimentos a todos.

* * *

out 072017
 

Índice Dow Jones Industrial

Tenho péssimas notícias, mas quando anunciadas com alguma antecedência podem se tornar em grandes oportunidades.

Se não quiserem perder dinheiro prestem atenção ao que tenho a dizer.

O gráfico DJI, acima, indica o ocorrido, também previsto por mim, em consequência da grave crise de 2.008. O Índice havia completado a onda primária III em 14.198,10 e caiu, no bojo da onda IV, para 6.469,95, uma perda de 7.728,15 pontos ou 54,43%!

Para amenizar os efeitos da grave crise econômica, o FED, o Banco Central dos EUA, introduziu os programas Quantitative Easing, por meio dos quais foram injetados na economia 4 trilhões de dólares, surgidos da impressora oficial.

A impressionante liquidez gerada por esses programas turbinou as bolsas com impressionante evolução até os dias atuais.

Minha análise é fundamentada nos ciclos econômicos e se desenvolvem em cinco ondas sucessivas, três de alta e duas de correção técnica, mantendo as características de mercado Bull.

Como o gráfico indica, quatro ondas deste ciclo já foram completadas e a última onda w5 completará a onda intermediaria (5) e, simultaneamente a onda primária V.

Minha previsão, de maior probabilidade, é que esse encerramento se dará nas proximidades da cota 23.666,00. A partir daí a queda será livre e encontrará suportes em uma das três barras horizontais indicadas no gráfico. As perdas previstas serão de 18,7%; 30,37 e 49,14%. Essa ocorrência está prevista para meados de novembro deste ano. Não há muito tempo, mas o suficiente para tomar medidas preventivas, como fazer caixa e operações estratégicas de proteção de patrimônio. Não esperem para tomar providências nas vésperas, pois a liquidez irá reduzir.

Boa sorte a todos e bons investimentos.

* * *

set 242017
 

Vim passar uns dias em Guarujá para meu retiro periódico e solitário de uma semana. Hoje acordei bem cedo, antes das seis horas, fiz meus alongamentos habituais e contemplei a praia de Pitangueiras vazia de gente e guarda sóis. Fiz, em seguida, uma meditação profunda e prolongada e só retornei às oito, quando a praia, contemplada da minha varanda, já apresentava muito movimento, o sol ia alto e quente e eu estava cheio de vontade de escrever e partilhar minhas avaliações com os poucos, mas felizmente diferenciados e fieis leitoras e leitores.

Enquanto Trump se distrai em tuitar suas ameaças ao jovem Líder Atômico e buscar, sem sucesso, o apoio da China para conter o avanço do programa nuclear na Coreia do Norte, a China está ativamente estruturando e finalizando o secreto Plano Estratégico que publiquei, em três capítulos, em 23 de setembro de 2015, o qual faz hoje seu segundo aniversário.

Confesso que o li, novamente, e fiquei surpreendido ao constatar como o desenvolvimento das etapas do projeto foram rigorosamente cumpridas, como as descrevi.

O plano prevê a criação de um Sistema Financeiro Internacional fora da órbita do King Dólar e na nova ordem mundial que terá início em janeiro de 2018.

O objetivo deste artigo é mostrar os verdadeiros propósitos da China e de seus aliados no projeto e as consequências para o mundo das finanças. Assim, cada leitor ao tomar conhecimento do que está na iminência de ocorrer, não fique esperando para ver se é verdade, de fato, mas tome providências efetivas para proteger seu patrimônio e a segurança de sua família.

Estes são os preparativos que já foram desenvolvidos e implantados na surdina:

1 – Acúmulo de ouro em grandes proporções, não apenas produzidos na própria China, que é a maior produtora mundial do metal, mas importados de vários países, segundo os procedimentos que descrevi em vários ensaios com o objetivo de evitar o aumento dos preços. Esse procedimento foi desenvolvido ao longo da última década, embora não haja registro de exportação pela China de nenhuma grama de ouro, sequer.

2 – Transmitir confiança no Yuan, a moeda chinesa, vinculando-a ao lastro em ouro; para isso foi criado no Shanghai Gold Exchange o mercado futuro do Yuan denominado em ouro. Isso significa que qualquer país que venda produtos para a China, o qual irá pelas novas regras receber o pagamento em reservas constituídas em Yuan, tenha a tranquilidade de transformar sua reserva em ouro no mercado de Shanghai e transformá-lo, posteriormente, em qualquer outra moeda integrante da SDR, a cesta de moedas reservas do FMI. Ademais, a vinculação do Yuan ao ouro trará confiança e estabilidade para a moeda chinesa. A confiança na moeda é essencial para o sucesso do projeto e como a China já é a primeira em comercio internacional e superará os EUA como a maior economia mundial até 2020, não tenho dúvidas de que terá um retumbante sucesso no seu projeto de tornar o Yuan a moeda reserva por excelência no decorrer dos próximos anos.

3 – A China lançou neste mês de setembro o contrato futuro para o crude oil, precificado em Yuan convertível em ouro.

Estas iniciativas que você, minha cara leitora e fiel leitor, não tomou conhecimento pela mídia e se ouviu falar alguma coisa do aqui relatado foi fora de contexto, em mensagens de 30 segundos misturadas com as notícias preferidas de corrupção e bandidagem. Para se informar de quais acontecimentos realmente importantes e relevantes estão ocorrendo no mundo e que poderão implicar diretamente em nossas vidas é necessário tempo e disposição para pesquisar, coletar informações e estabelecer relações entre elas, ou seja, um trabalho de inteligência que venho há anos partilhando com o público em geral, através das redes sociais, sem nenhum interesse pecuniário ou de qualquer vantagem. A situação de desemprego do povo brasileiro pagando pelos desmandos do governo passado e presente foram previstas durante a época em que eu procurava saber em qual país o Min. Mantega vivia, para que eu pudesse me mudar para lá! Os que se prepararam se deram bem e puderam até ganhar muito.

Estas alterações implementadas pela China terão o poder, mais do que possam imaginar, de alterar profundamente a atual ordem mundial estabelecida para o comércio e as finanças, que até agora gravitaram em torno do King Dollar. Como tive a oportunidade de explicar detalhadamente em ensaios anteriores, disponíveis em meu site www.dagobertopacheco.com.br esta particular situação conferiu aos EUA a cômoda situação de ser um país diferente de todos os demais, pois é o único país que toma recursos de outros e importa produtos sempre pagando em sua própria moeda, sem se preocupar com o câmbio. E se o orçamento está estourado, com déficits crescentes, sem problema, basta encomendar notas novas na impressora do Tesouro e pagar suas dívidas com dinheiro de vento. É assim que funciona, mas essa situação está com os dias contados e como consequência a vida dos norte-americanos vai mudar radicalmente. Por essa razão, fez sentido na campanha presidencial o mote: “The American First” e, afinado com o sentimento do povo americano previ, contra todas as estatísticas, a vitória de Donald Trump.

A China está resgatando os tempos anteriores ao governo Nixon, quando o dólar era bancado por ouro estocado no Fort Knox. Isso significava que qualquer pessoa, fosse cidadão nacional ou estrangeiro poderia ir ao mercado de câmbio e trocar os seus dólares por ouro a uma taxa determinada de conversão. Por isso, o dólar era uma moeda confiável e estável por estar vinculada ao ouro, um ativo que tem valor intrínseco.

Outro objetivo que a China e os demais países asiáticos pretendem atingir é a redução do poder dos EUA de imporem sanções comerciais e financeiras aos países que deixam de cumprir as regras por eles estabelecidas junto aos órgãos internacionais.

O SISTEMA JÁ ESTÁ FUNCIONANDO.

Rússia, Irã, Venezuela, vários países integrantes da OPEP e do BRICS, com a exceção, por enquanto, da Arábia Saudita, já aderiram ao novo sistema chinês. Rússia e Irã já vêm operando suas exportações de óleo para a China, produzindo reservas em Yuan como forma de contornar as sanções impostas ao comercio em dólar. A maioria das importações de crude pela China já estão sendo contratadas em Yuan-Ouro em contratos de longo prazo. O volume médio das importações em 2016 foi de 7,6 milhões de barris-dia. No primeiro semestre de 2017 a China importou 212,4 milhões de toneladas de crude, segundo a Wood Mackenzie, sendo os maiores exportadores Rússia, Angola, Saudi Arábia, Iraq, Oman, Irã, Brasil, Venezuela, Kuwait e U. Emirates, nesta ordem.

A China está trabalhando para reduzir o domínio do US dólar no mercado de commodities. A nossa Vale já aderiu ao programa e está exportando minério de ferro em Yuan-ouro.

As operações Yuan-ouro negociadas no mercado futuro do Shanghai Gold Exchange, já foi lançado em Hong Kong, em julho, e será estendida para Budapest, capital e importante centro financeiro da Hungria, ainda no decorrer deste ano.

Essa ideia de oferecer ouro como meio de pagamento não é uma novidade, já foi experimentada no passado com sucesso. No momento atual ganha significado por oferecer ao produtor de petróleo e outras commodities, que prefere negociar seu produto em dólares onde já possui reserva, de conservar esse procedimento negociando ouro por dólares.

É bom que se diga que em todo o processo de mudança há uma resistência natural, mas neste caso há custos elevados. O produtor terá uma natural resistência em aceitar o Yuan porque essa moeda ainda não tem a liquidez do dólar nas operações de comércio exterior. Além disso, a China é um país comunista e há uma tendência natural em preferir a negociação com uma país capitalista e democrático.

Essa questão pode ser posta pela análise de um caso prático que estudei profundamente e o apresentei em outros ensaios denominados ‘A Guerra do Petróleo’. O processo de substituição do ouro, que bancava o dólar, pelo petróleo, que deu origem ao petrodólar, foi uma negociação entre USA e Arábia Saudita pelo governo Richard Nixon. Os sauditas possuem um mar de petróleo e estavam, como estão ainda, cercados de inimigos. A proposta de Nixon foi de que a Arábia Saudita exportasse todo o seu petróleo aos EUA na moeda dólar e, em contrapartida, os americanos forneceriam armamentos e proteção bélica ao exportador que seriam também pagos em dólares. Algo bem parecido com o que está propondo a China, não lhe parece?

A situação, agora, é completamente diferente. Os EUA através da tecnologia “ fracking” desenvolvida nos últimos cinco anos e que lhes permitiram extrair petróleo a custo mais barato das rochas de xisto, se transformaram, no conjunto, de maior importador em maior concorrente da Arábia Saudita no mercado de petróleo. Essa foi a razão pela qual o barril de petróleo caiu de $120 para $40 e permanece baixo oscilando entre $50 e $55. Em consequência, as exportações dos sauditas caíram enormemente, mas ainda assim e em razão da insegurança geopolítica, estão resistindo em abandonar o dólar pelo Yuan. Os chineses continuam importando petróleo saudita e o pagam em dólares, como forma de ir diminuindo suas reservas nessa moeda, que imagino que a consideram arriscada.

Mesmo assim, a Arábia vem perdendo “Market Share” em suas exportações para a China, cuja participação caiu de 25% para 16%, atualmente, enquanto a Rússia aumentou 11%, Angola 22% e outros países da OPEP, em conjunto, 42%.

Com essa perda de mercado, tanto para os EUA como para a China, é uma questão de tempo para a Arábia Saudita aderir ao novo sistema da China onde poderá intercambiar suas reservas em Yuan por ouro. Ou será que vai preferir os Treasuries que podem ser impressos sem critério e bancados pelo vento, ou talvez tufões? Vou esperar para ver.

Finalmente, para encerrar, li que a Saudi Aramco, a companhia nacional de petróleo da Arábia Saudita, está preparando um lançamento de ações, o IPO na sigla em inglês, que se espera seja a maior da história. Como a China está desesperada para baixar suas reservas nos EUA, acredito que não perderá a oportunidade de entrar na disputa associada com Rússia, Irã e outros países asiáticos e dessa forma, adquirindo expressiva participação na produção de petróleo consiga o seu intento de deslocar o dólar pelo Yuan nas transações dos sauditas.

Agora você está mais informado que a maioria das pessoas e poderá intuir que o dólar continuará caindo, pela sua perda de importância e o ouro, consequentemente irá subindo assim como as ações de algumas mineradoras mais bem estruturadas e com reservas dimensionadas. Por outro lado, o mercado de ações americano deverá sofrer uma queda razoável ou entrar num prolongado período de baixa (bear market).

Quem viver, verá e continue de olho aberto.

* * * * *

set 112017
 

Os políticos, os economistas e empresários, todos sem exceção, pregam o crescimento econômico como a solução para todos os problemas. Há uma compulsão pelo crescimento que tomou conta das últimas gerações as quais creem, com grande convicção, que o crescimento econômico, da produção, dos recursos e dos salários podem e devem permanecer crescendo indefinidamente.

Se você, caro leitor e leitora que me dedica seu tempo também está convicta disso, deverá tomar conhecimento dos dados que reuni para comprovar o contrário, que é a tese proposta no título deste artigo.

Em primeiro lugar vamos afinar nossa visão numa perspectiva maior e mais ampliada, como se estivéssemos a observar os fatos de longe.

Nossa geração nasceu e cresceu num mundo em franco desenvolvimento e, por isso, considera que o crescimento continuará sem interrupção, apesar de algumas oscilações de ajuste. Isso é uma ilusão e pretendo demonstrá-la, em seguida. Essa ilusão se constitui num grande problema porque construímos estilos de vida, fizemos investimentos, assumimos dívidas e criamos várias benesses sociais, como planos de previdência, estabilidade no emprego, planos habitacionais e outros, na expectativa de que o crescimento continue indefinidamente.

O crescimento que observamos no mundo não é uma regra, é uma exceção. Aconteceu no século XX e esse legado criou a ilusão do crescimento perpétuo.

Antes do século 19º o progresso global era estável. Os pais não esperavam que seus filhos tivessem um estilo de vida melhor que o deles. As roupas não mudavam de estilo nem de uma geração para outra, não havia modas e consumismo.

A existência do homo sapiens remonta a 200.000 anos e a civilização começou a ocorrer há 6.000 anos. Dentro desta perspectiva, percebe-se claramente que o crescimento econômico é um fenômeno bem recente e ainda de curta duração. O fenômeno do crescimento ocorreu na segunda metade do século 19 e evoluiu exponencialmente no século 20.

O crescimento é medido por um índice. Por exemplo, posso dizer que meu neto, com 80 cm de altura cresceu no ano anterior 4%, ou seja, 3,2 cm. Se mantida essa taxa de crescimento constante, quantos anos levará para que sua altura dobre?

Uma operação envolvendo cálculos logaritmos encontrará a resposta 18.

Uma outra forma muito simples, mas não muito precisa é usar a regra 72 que consiste em dividir 72 pela taxa de crescimento.

Assim: 72/4 = 18 anos, tempo necessário para o garoto dobrar de tamanho, atingindo 1,6 metros. Se a taxa de crescimento for de 9% a.a. levará apenas oito anos para dobrar de tamanho. (72/9) = 8 anos

Na natureza há sempre limites para tudo. Há um momento no qual o crescimento cessa. As árvores param de crescer, os recursos naturais vão diminuindo, as espécies se extinguem, o ar e a água vão se tornando mais escassos e a população vai reduzindo sua taxa de crescimento até iniciar uma reversão, um decréscimo como está ocorrendo agora mesmo.

O mesmo fenômeno ocorre com o crescimento das empresas e da economia em geral e, portanto, com o PIB dos países.

Para entender a dinâmica dos fenômenos que envolvem o crescimento, precisamos analisar o que produz o crescimento e quanto desses recursos estão disponíveis de forma indefinida.

O crescimento econômico de um país depende essencialmente de quatro fatores principais:

A – Disponibilidade de matérias primas e energia em condições inesgotáveis.
B – Crescimento da massa de trabalhadores.
C – Crescimento da produtividade.
D – Capital próprio ou complementado por empréstimos (dívida).

Todos sabemos que a condição A não é sustentável. Basta ver que a madeira, praticamente está em vias de esgotamento. A água potável está em torno de 3% da água do planeta em condições de uso pela população. Já tivemos em 2016 uma grande crise de abastecimento e nossas reservas estão se esgotando rapidamente por causa da destruição das florestas. A Mata Atlântica já totalmente extinta e a Floresta Tropical Amazônica em vias de. Peixes e alimentos naturais estão cada vez mais escassos. Carnes de gado e frango estão sofrendo embargos em todo o mundo pelo uso incorreto de fertilizantes cancerígenos nas rações, aplicação desmedida de hormônios para acelerar o crescimento dos animais (sempre a mesma compulsão) vacinas, etc…

O petróleo está cada vez mais profundo, como no pré-sal, exigindo dispendiosas tecnologias para explorá-lo e subsídios governamentais para tornar a exploração competitiva. Quanto mais recursos na exploração, maior o preço para o consumidor ou produto final e isso é um fator que limita ou inviabiliza a utilização de uma matéria prima mesmo que existente em quantidades razoáveis, além de fatores ecológicos decorrentes da exploração sem sustentabilidade.

Enquanto escrevo, a TV mostra o drama da população da Flórida fugindo do Irma, o poderoso tufão que está dando o troco da natureza pelos maus tratos que tem sofrido, os quais estão produzindo o aquecimento global, que as autoridades negam a existência.

O segundo fator B é o crescimento dos trabalhadores envolvidos na produção. Estamos neste exato momento testemunhando a necessidade da reforma da Previdência. Durante os anos de grande crescimento os governos criaram leis benevolentes demais e assumiram compromissos financeiros permanentes que só teriam sentido se a massa de trabalhadores crescesse continuamente. O que está acontecendo é que os empregos estão desaparecendo, a massa de desempregados é enorme, muito maior do que a indicada pelas estatísticas e com o avanço das tecnologias esses desempregados não terão a mínima chance de voltar ao trabalho formal por falta de conhecimento, formação e adequação aos novos requisitos.

Estamos diante de uma pirâmide de Ponzi na qual um número cada vez menor de trabalhadores têm de contribuir com a aposentadoria de cada vez maior número de velhos aposentados e cuja expectativa de vida não pára de aumentar.

Como o gráfico acima mostra claramente, apenas um país, a Índia, tem uma taxa de fertilidade acima de 2, assim mesmo com tendência de queda livre. A fertilidade abaixo de 2 significa que o tamanho da humanidade vai decrescer, o que na realidade já está acontecendo em vários países mais desenvolvidos e mais produtivos. A qualidade técnica dos sobreviventes vai decrescer muito e rapidamente com aumento da pobreza, com pessoas de insuficiente ou nenhuma educação, incapazes de prover a própria vida num mundo moderno e globalizado.

Então não tenham dúvida, a reforma da Previdência vai sair, se não neste governo, no próximo. Caso contrário a economia do país implode e teremos uma revolução civil.

O terceiro fator C que produz o crescimento é a produtividade. Está comprovado por diversas pesquisas e dados que os formidáveis avanços da tecnologia nos últimos tempos têm contribuído apenas marginalmente para o aumento da produtividade.

As administrações das empresas têm registrado grande perda de tempo de horas de trabalho com seus funcionários utilizando celulares e computadores para responder e-mail pessoais, se distrair no Facebook ou com games e efetuando compras online.

A dirigente do IMF (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde disse que outra década com fraco crescimento na produtividade do trabalho poderá afetar seriamente e de forma negativa o atual padrão de vida global.

A produtividade significa fazer mais com menos recursos e o que ela tem feito é dispensar cada vez mais a utilização da mão-de-obra, um dos fatores geradores do crescimento. A substituição de mão de obra por máquinas produziu, num primeiro momento, um grande aumento da produção, por tornar mais baratos os produtos finais.

Vejam o que está acontecendo agora: o petróleo caiu de $120 dólares, o barril, para $40 dólares. Vários analistas emitiram opiniões erradas, que tal fato produziria uma grande economia para as famílias que iriam gastar as sobras em viagens, restaurantes, roupas e acessórios, acelerando a economia. Ocorreu o contrário, os preços dos imóveis despencaram, os alugueis baixaram, os setores de varejo entraram em crise e as economias entraram em depressão ou em recessão.

Por quê? As empresas produtoras de energia fecharam, às centenas, despejando seus funcionários no desemprego os quais sem remuneração deixaram de consumir, o governo arrecadou menos impostos enquanto os débitos continuaram crescendo e é esse o quadro que observamos atualmente, não apenas no Brasil, mas na Europa, EUA, Japão e nos países do BRICS, com exceção de China e Índia que se prepararam para estes novos tempos.

Também observo que as grandes corporações não estão investindo seus lucros nos próprios negócios. Ao contrário, os estão empregando em programas de recompra de ações com o objetivo de ampliar o lucro por ação e, com isso, o aumento nas cotações das empresas o que, consequentemente, amplia os bônus dos executivos. Também refinanciam seus débitos e praticam as Fusões & Aquisições. Essas atividades não são condenáveis e podem contribuir, no longo prazo, para o fortalecimento da empresa, mas nenhuma delas dará um alento à produtividade, como investir em Pesquisa & Desenvolvimento.

Finalmente, o último fator D para garantir o crescimento econômico é o capital disponível e a disponibilidade de créditos. Ocorre que o modelo adotado pelos governos foi o de garantir crescimento econômico com benefícios que rendem votos e perpetuação no poder. Esse modelo exige muita dívida e os governos estão mais endividados do que dispõem de capital e renda para quitar seus débitos. Então o default não é questão de SE, mas de QUANDO.

Durante as décadas de 50-60, um dólar de débito era suficiente para produzir 1 dólar de produção. Atualmente, 1 dólar de débito produz apenas um quarter (0,25 cents) de produção. A situação é insolúvel e como os gastos governamentais são fixos devido aos compromissos assumidos por lei e que não podem ser removidos, caminhamos para um grande desequilíbrio financeiro com instabilidades sociais gravíssimas num mundo que não terá mais condições de crescer. Cedo ou mais tarde vamos deparar com a situação:

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