out 072017
 

Índice Dow Jones Industrial

Tenho péssimas notícias, mas quando anunciadas com alguma antecedência podem se tornar em grandes oportunidades.

Se não quiserem perder dinheiro prestem atenção ao que tenho a dizer.

O gráfico DJI, acima, indica o ocorrido, também previsto por mim, em consequência da grave crise de 2.008. O Índice havia completado a onda primária III em 14.198,10 e caiu, no bojo da onda IV, para 6.469,95, uma perda de 7.728,15 pontos ou 54,43%!

Para amenizar os efeitos da grave crise econômica, o FED, o Banco Central dos EUA, introduziu os programas Quantitative Easing, por meio dos quais foram injetados na economia 4 trilhões de dólares, surgidos da impressora oficial.

A impressionante liquidez gerada por esses programas turbinou as bolsas com impressionante evolução até os dias atuais.

Minha análise é fundamentada nos ciclos econômicos e se desenvolvem em cinco ondas sucessivas, três de alta e duas de correção técnica, mantendo as características de mercado Bull.

Como o gráfico indica, quatro ondas deste ciclo já foram completadas e a última onda w5 completará a onda intermediaria (5) e, simultaneamente a onda primária V.

Minha previsão, de maior probabilidade, é que esse encerramento se dará nas proximidades da cota 23.666,00. A partir daí a queda será livre e encontrará suportes em uma das três barras horizontais indicadas no gráfico. As perdas previstas serão de 18,7%; 30,37 e 49,14%. Essa ocorrência está prevista para meados de novembro deste ano. Não há muito tempo, mas o suficiente para tomar medidas preventivas, como fazer caixa e operações estratégicas de proteção de patrimônio. Não esperem para tomar providências nas vésperas, pois a liquidez irá reduzir.

Boa sorte a todos e bons investimentos.

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ago 042017
 

ÍNDICE NASDAQ

Está impossível efetuar uma análise substantiva. A razão é a seguinte: o índice tem em sua composição um alto percentual de empresas verdadeiramente campeãs: Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet (Google) e Face Book. Dado o elevado valor atingido por essas empresas, que se tornaram alvo de demandas pelo governo por prejudicar a concorrência em função de suas altas tecnologias e modelos exitosos de negócios, suas cotações têm oscilado com alta volatilidade. Parece que os EUA já não são o país das oportunidades.

O gráfico ao lado indica claramente a repercussão no índice, desse fato.

Contudo, efetuando uma projeção das minhas análises anteriores, o índice teria por meta, ao completar a atual onda w1, componente da onda intermediaria (5), alcançar as cotações na faixa 5.803 – 6.263.

Na realidade, o máximo atingido foi 6.422,75, em 26/julho, excedendo minha meta em 2,6%.

ÍNDICE DOW JONES:

Está para completar a onda w3 componente da onda intermediara (1) na cota máxima 23.090. Após, sofrerá queda com suporte na faixa 21.045 – 19.838, caso alcance a cota máxima prevista, o que é bem provável.

ÍNDICE S&P 500:

Está completando a onda w5 de (1), cujos alvos são: 2.514 / 2.870 / 2.949. A cotação de hoje é 2.476. Por se tratar de primeira onda, os suportes da correção que virá serão calculados a partir da cota máxima.

ÍNDICE BOVESPA:

O índice está cursando a onda w1 da onda intermediaria (5) que terá força para alcançar as resistências cíclicas em 72.973; 77.539; 78.245. A partir de qualquer delas sofrerá um ajuste técnico mais expressivo. Cotação de hoje: 66.897.

 

Espero que com estas indicações possam efetuar bons investimentos.

Até breve!

dez 072016
 

O índice que representa as ações de tecnologia da bolsa americana vem apresentando uma tendência Bull, desde o encerramento da onda primária (4) na cota 4,209.76. Sua expansão está se realizando através de cinco ondas minuto que completará a onda menor w1, muito provavelmente em 5,794, podendo alcançar o máximo de 6.263 com 15% de probabilidade, antes da próxima correção técnica.

dez 072016
 

Após finalizada a onda intermediaria (4) na cota 15,450.56 o índice da bolsa americana embalou uma alta com grande energia e, em cinco ondas minuto, completou a onda menor w1 em 18,868.44, retornando numa correção técnica para o nível 18,868.44 perdendo apenas 785 pontos para, em seguida, com a vitória de TRUMP, embalar uma alta continua e forte até o nível atual de 19,274.85. Com todos os indicadores apontando para o céu, as novas resistências serão 21,101 e 23,090 o que ainda dá um extraordinário fôlego de Bull Market para a bolsa.

Tenha em conta de que se trata de uma reação emocional, pois a vitória de TRUMP com suas promessas falaciosas nada tem a ver com a realidade da economia americana e sua atual liderança no panorama global. Portanto, aproveitem a alta com o espírito preparado para um retorno rápido utilizando-se do ferramental disponível de proteção de patrimônio.

set 042016
 

O outro lado da moeda

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Segundo a Wealth – X Billionaire Census, os bilionários do mundo todo estão mantendo cerca de US$ 1,7 trilhões em dinheiro vivo.

Quer saber o motivo?

Estamos em um cenário de taxas negativas em quase todos os bancos do mundo desenvolvido. (Não é o caso do Brasil, campeão medalha de ouro dos juros altos).

Juros negativos significam que temos de pagar para que nosso dinheiro fique depositado nas contas correntes dos bancos. Se aplicar em bonds, além da taxa próxima de zero, os títulos estão se desvalorizando pelo excesso de ofertas.

Os EUA, Japão e Europa fizeram os programas ‘Quantitative Easing’ que significou a compra de títulos da dívida negociados no mercado para seus respectivos tesouros e, em contrapartida, injetaram uma quantidade absurda de dinheiro vivo nos seus respectivos mercados. O FED, com uma estrutura desequilibrada de endividamento (tem 83 dólares de dívida para cada dólar de patrimônio próprio), necessita iniciar um programa de venda de títulos que estocou, mas se aumentar a oferta os preços dos títulos cairão ainda mais e não haverá compradores, por isso a urgência que têm em elevar a taxa básica de juros para que os títulos possam ser vendidos. Porém, se o fizer, o FED provocará a recessão no pais que já está em depressão econômica há oito anos. É essa armadilha a que aludi em meus ensaios sobre “A Economia Americana” disponível aqui neste site.

Se o FED aumentar a taxa de juros é certo que a bolsa cairá, pois, as empresas entrarão em dificuldade, os investimentos serão reduzidos, o crédito ficará mais caro e a consequente valorização do dólar reduzirá a força exportadora do país e a competitividade das empresas com consequências negativas para a economia nacional. Por isso, acho que a chefe do FED terá o bom senso de uma vez mais prorrogar essa ameaça para mais adiante.

Por essa razão, sem alternativas à vista, os bilionários querem dinheiro em caixa e aplicados em ouro, uma moeda mais confiável.

Você deve fazer o mesmo se pretende, no futuro, ser um deles ou continuar sendo como eles.

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jun 162016
 

Os índices Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 estão todos abaixo dos topos alcançados, há mais de um ano. Há três grandes obstáculos que são responsáveis por esta situação:

1 – A EPIDEMIA DAS TAXAS NEGATIVAS.

Os bonds de 10 anos dos governos do Reino Unido, Alemanha, Suíça e Japão, todos eles alcançaram seus picos históricos nesta semana, o que significa que também tiveram seus yields no fundo do poço. Os bonds alemães tiveram seu yield negativo pela primeira vez na história. Isso deve significar algo, né não?

A única razão para investidores possuírem bonds com taxas negativas é o medo. Preferem perder algum dinheiro e manter o principal a salvo garantido pelo governo. Nesta importante semana, o mundo viu mais de US$ 10 trilhões de bonds governamentais com rendimentos abaixo de zero. Alguns investidores institucionais acham que poderão ganhar algum se as taxas baixarem ainda mais, como esperam, o que resultará na elevação dos preços dos títulos. Parece loucura, mas esta é a realidade dos mercados globais, neste momento.

2 – BREXIT

Dia 23 deste mês, os britânicos votam se permanecem ou não na União Europeia. Nos últimos cinco dias, as ações europeias caíram 7% e as ações de bancos caíram 10%. Se os britânicos saírem, a Europa perderá uma importante fonte de renda e terá reduzida sua capacidade para socorrer países como a Grécia, a Itália, de errática política fiscal, e outros países membros em dificuldades. Também abrirá um precedente para que outros países sigam o mesmo caminho.

3 – CHINA

Apesar de os bancos centrais dos países denominados ricos (?) estarem adotando políticas monetárias para relançar a economia global, em franca recessão, nada tem dado certo. A pobre Yellen do FED já não sabe mais o que fazer. A China, como tem sido noticiado pela mídia, estaria queimando suas reservas nos EUA, ao ritmo de 900 bilhões por ano, para (é o que dizem) salvar o Yuan de uma maxidesvalorização. Já mostrei, em vários artigos sobre a China, disponíveis eaqui no meu site, que a China vem fazendo pesados investimentos no exterior, comprando terras, empresas, bancos e minas de ouro. Também comprovei que vem produzindo e importando ouro em grandes quantidades sem exportar absolutamente nada. E mais, mostrei quais os acordos que a China tem feito com países da América Latina, África, Oriente Médio e países da Eurásia para implantar um sistema financeiro internacional independente dos EUA, ameaçando a hegemonia do King Dollar nas transações comerciais e financeira mundiais. Todas essas informações que trouxe gratuitamente para meus leitores, estão sendo ocultadas dos americanos e do mundo em geral, pois não é conveniente, como devem perceber. Essa é a única razão pela qual o FED necessita urgentemente de aumentar a taxa de juros para continuar atraindo capital estrangeiro.

De qualquer modo, em outubro próximo, a verdade cairá como um fruto podre e explodirá nos mercados.

Se quiser se salvar, procure ler esses relatórios aqui no meu site e concluir por si mesmo.

Fique esperto.

jun 142016
 

Estou aqui em Portugal e observo que este mês é crucial para os mercados, possivelmente produzindo muita volatilidade ou possivelmente um mini-crash.

1) dia 20 o FED, o Banco Central Americano define o novo aumento da taxa de juros.

Minha previsão: não haverá aumento, pois no mundo todo os bancos centrais estão operando com taxa negativa, ou seja, cobrando dos poupadores pela permanência de suas economias no Banco. Isso significa o quê? Que os governos não querem que você poupe e sim que gaste seu dinheiro para ativar a economia mundial, em recessão. Você vai gastar? Muito provavelmente não, pois a situação está difícil, os empregos em declínio e você certamente, inteligente como eu, vai buscar uma nova forma de aplicação: o ouro e a prata que, em qualquer situação, terão seus valores intrínsecos mantidos.

2) dia 23 a Grã-Bretanha define em plebiscito se permanece na União Europeia ou sai dela.

Minha previsão: sairá.

Vários fatores estão em jogo: o endividamento exagerado dos países da UE, assunto que já foi objeto de um relatório que escrevi recentemente aqui no meu site.

A emissão exagerada de moeda, sem lastro, pelo Banco Central de Bruxelas para socorrer a Grécia e outros países. Os movimentos fora de controle da imigração proveniente dos países em conflito, entre eles, vários terroristas. O endurecimento recente do BCB estabelecendo regras e limitações que têm desagradado os britânicos.

A Grã-Bretanha não aderiu à União Europeia, inteiramente, tanto que não adotou o euro para substituir o pound inglês, ou libra esterlina. Sua participação ficou limitada tão somente ao comércio.

Em qualquer das hipóteses, ganhe o SIM ou o NÃO, a libra esterlina deverá sofrer forte desvalorização. Se houver a separação a libra se desvaloriza por falta de confiança em sua moeda, já que as reservas de ouro da Grã-Bretanha estão situadas nos menores índices Reservas em ouro/Base Monetária dos países desenvolvidos. Se prevalecer a união, a libra se desvalorizará para se adequar ao Euro.

Como os investidores, de modo geral, não percebem a realidade dos mercados e se guiam por expectativas, não está descartada a possibilidade de um aumento de curto prazo nas bolsas mundiais derivada do fluxo de recursos das poupanças para as ações.

Bons investimentos.

mar 172016
 
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DOW JONES ATUALIZAÇÃO – 17/03/2016

O Índice apresenta uma configuração ‘W’ que usualmente antecipa uma alta razoável ou confirma uma mudança de tendência. Se for alteração de tendência significa que iniciou a onda (5) que poderá ser de longo curso.

Entretanto, os indicadores não estão acompanhando com decisão essa reação recente que foi forte, o que me faz esperar uma correção técnica iminente ou o alongamento dessa onda apenas até o topo anterior de 18.351,36, ocorrido há 10 meses e ainda não ultrapassado.

Vamos observar e acompanhar o desenvolvimento dos próximos dias.

jan 222016
 

Minhas previsões não são pessimistas, são realistas. A apregoada crise já começou e terá desdobramentos impressionantes.

Provavelmente você ainda se lembra da ENRON, a gigante americana de energia que já foi a companhia mais admirada do mundo e que, entretanto, faliu da noite para o dia.

Nem o governo, nem a imprensa, nem os brokers de Wall Street fizeram qualquer advertência.

Em 2000, Charles Pearce aposentou-se dessa empresa aos 63 anos. Recebeu, em função de seu alto cargo, um portfólio de ações, bônus e opções dessa companhia no valor de $ 1,3 milhões de dólares. Ele pensava passar os dias restantes de sua vida viajando, jogando golfe com amigos e frequentado os melhores restaurantes.

Quando a ENRON faliu em 2001, o fundo de Charles se reduziu de $ 1,3 milhões para apenas $13 mil.    Ele levou 33 anos para economizar esse dinheiro que desapareceu como por encanto. Mais de 20.000 empregados foram atirados à rua sem nada, milhares de investidores perderam tudo.

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Quando começou a haver rumores sobre a situação financeira da empresa, analistas de Wall Street telefonavam a seus clientes recomendando a compra das ações que estavam muito baratas em relação aos sólidos fundamentos da empresa. Pouco antes do colapso da ENRON, Kenneth Lay, então CEO da companhia, disse numa Assembleia de Acionistas que tudo estava bem, que a companhia estava em sua melhor forma, como nunca havia estado antes.

Conseguiram com mentiras, contadas com convicção e competência, fazer de tolos a mídia, jornalistas, empregados e o público em geral pelo tempo suficiente. Lá, como aqui, isso acontece com frequência.

Tal como aconteceu com a ENRON, o mesmo poderá acontecer com os empregados, acionistas e aposentados da AMERICA VENTURES CORP., designação que dei aos EUA nesta série de artigos.

A ENRON usou contabilidade criativa para ocultar de seus balanços enormes débitos e pesados prejuízos em seus negócios com derivativos, assim como fez o nosso ministro Mantega para ocultar o desastre econômico que já se avizinhava e que já havíamos antecipado, como também fizeram outros destacados analistas, como o Felipe Miranda em seu best-seller ‘O Fim do Brasil’.

Presentemente, a mais poderosa instituição financeira do mundo está fazendo algo similar.  A maioria das pessoas não tem ideia de que o FED é capaz; ele pode alterar a forma como vivemos com uma simples penada.

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Se subir a taxa de juros criará uma onda com consequências em todo o mundo, fechando fábricas, criando desemprego, aumentando a pobreza.

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Por que devo me preocupar, quando o Wall Street Journal afirma que tudo está bem e não há motivo para preocupações?

Veja, se um simples banco, o Lehman Brothers, cuja quebra foi suficiente para desencadear a grave crise de 2008, imagine o que poderá acontecer quando o banco que controla todo o sistema financeiro falir…

O sistema bancário ficará paralisado, os depósitos congelados pelo governo, Caixas Eletrônicos sem dinheiro e você sem acesso as suas economias. Ações cairão ao redor do mundo e aposentados e dependentes da ajuda do governo serão fortemente atingidos.

Quando começou a crise de 2008, a maioria dos bancos estava com grande quantidade de títulos hipotecários relacionados ao mercado de imóveis. Quando ocorreu o colapso, os preços das casas vieram abaixo, os títulos ficaram sem valor e bancos como o Citbank, Bank of America, Chase, Goldman Sachs, JP Morgan… todos os grandes bancos estavam nocauteados.

A única maneira de salvá-los foi utilizada pelo FED que comprou todos os títulos podres em poder dos bancos por um preço inflado e esse processo foi o chamado QE (quantitative easing) que fez crescer a dívida pública a níveis estratosféricos.

O dirigente do FED, nessa ocasião, justificou a impressão de dinheiro novo dizendo: “ Se nós não fizermos isso, não teremos uma economia na 2º feira”.

O secretário do Tesouro, Hank Paulson advertiu que “se eles não tivessem agido, o sistema financeiro sofreria colapso em poucos dias”. Isso dá uma ideia realística de quão instável está o atual sistema financeiro.

Para a maioria das pessoas bem informadas, o FED salvou o inteiro sistema financeiro internacional.  Se você não ficou sabendo nada disso, pode agradecer a desinformação como uma grande benção, porque eu passei várias noites dormindo mal e agitado.

Como o FED atuou dessa maneira ele está com um grande e quiçá insolúvel problema. O FED imprimiu muito dinheiro, comprou com ele muitos títulos sem valor para salvar os bancos e gerou tanta dívida cuja alavancagem (relação Dívida/Patrimônio Líquido) foi para nível estratosférico.

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Atualmente, esta relação já ultrapassou 80:1.

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Atualmente, o débito já cresceu para $4,500 billions e irá mais acima com o recente aumento da taxa de juros em dezembro, último. O gráfico ficará mais dramático, ainda!

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Você pode estar se perguntando, e com justa razão, se a situação do FED é assim tão instável e perigosa, por que ninguém está comentando isso pelos jornais ou TV?

Utilizei o caso ENRON justamente com o propósito de ilustrar que a mídia falada ou escrita não se ocupa das coisas realmente importantes. Tudo que tenho escrito nos meus variados artigos, quase ninguém tomou conhecimento através da imprensa, a menos de algumas pequenas notas esparsas e fora de contexto que nem chegam a chamar a atenção. Quando se trata de assuntos financeiros, poucos jornalistas têm o background para analisa-los em profundidade. Por exemplo, a Bloomberg divulgou um desses relatórios chatos e cheios de números e jargões técnicos que pouquíssima gente se dá ao trabalho de examinar. Nele afirma “que as perdas potenciais não têm precedentes nos 100 anos de história do FED.”

Quando a crise estourar, as contas dos bancos serão congeladas, os caixas eletrônicos ficarão sem dinheiro e você não poderá colocar suas mãos na grana que pensava ter no banco. O valor da moeda despencará perdendo valor de compra, o mercado de ações virá abaixo juntamente com os fundos de investimento, títulos de dívida e fundos previdenciários.

Toda essa perda de valores que descrevo terá um único significado: liquefazer a dívida do governo socializando o prejuízo para toda a população.

Um governo capitalista, como o americano, nessa hora torna-se favorável ao socialismo. Um governo socialista, como o brasileiro, faz o que você já está observando, ou seja, o mesmo. Tive essa experiência na Argentina, quando lá dirigia um banco.

Alguns poucos e competentes analistas têm advertido seus clientes, exatamente como tenho tentado fazer com meus amigos para alertá-los. De muito poucos tenho recebido incentivos e agradecimentos, mas da maioria o descaso e o rótulo de pessimista.

Charles Ortel, um grande administrador financeiro que corretamente previu o colapso da General Electric e da General Motors em 2008, vem se referindo a esta situação como “o maior e insolúvel problema financeiro na América.”

O economista Robert Murphy também advertiu que “este excessivo leverage poderá tornar o FED insolvente e isso poderá causar o crash financeiro em escala mundial”.   Poderá? Acho que o processo já iniciou.

O congressista e candidato à presidência Rand Paul, em recente discurso, advertiu:

“If the Federal Reserve was a real bank, without extraordinary powers, it would be insolvent.  The FED has $4,500 billion in liabilities and only $57 billion in equity. It is leveraged at 80:1, nearly three times greater than Lehman Brothers when it failed”.

Teria ele lido meus artigos vertidos ao inglês?

Alguns governos ao redor do mundo estão se preparando para o iminente colapso do dólar. O próprio FMI vem tomando medidas para um plano estratégico, ainda mantido na surdina, mas eu tive ocasião de revelá-lo nos artigos “China Luta Por Mais Espaço e “Minhas Previsões Estão Se Confirmando aqui no meu site.  De acordo com essas revelações o IMF está preparando os meios para lançar uma nova moeda — a SDR — para desbancar o King Dollar do trono de principal moeda de reserva mundial.

Algumas notícias discretas foram publicadas fora de contexto e não tiveram a menor repercussão. Veja o que o Financial Times publicou:

“In the eyes of the IMF, the best way to ensure the stability of the international monetary system is actually by launching a new global currency”.

Paro por aqui esperando que estas informações, que demandaram intensas pesquisas, possam lhe ser de grande utilidade.

Na próxima sexta voltarei com outro tema, não menos relevante.

Até lá.

jan 152016
 

O que os americanos deveriam saber, mas não são informados.

Veja aqui, passo-a-passo, o que falta para o dólar despencar 33%

WALL STREET:

A política financeira do FED, de juros zero e recursos abundantes para o crédito, foi a responsável pela alta continuada da Bolsa dando a impressão de que tudo corria otimamente bem com a economia e que os americanos não precisavam se preocupar.

Observem os dois gráficos abaixo cobrindo o mesmo período, o da esquerda indicando a quantidade de recursos aplicados no mercado acionário e o da direita o desempenho do Índice S&P 500. Há uma correlação perfeita entre ambos.

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MARGEM

Outro indicador que nos auxilia no diagnóstico da sanidade do mercado é o débito em margens. Margin debit é a quantidade de dinheiro que os investidores tomam emprestado para aplicar em ações. Você pode tomar emprestado, suponhamos 1 milhão de dólares a custo muito baixo e aplicar em ações que estão se valorizando sem interrupção e, ao fim de três ou seis meses, vender as ações e faturar 1,600,000.00.  Daí você paga 1, 080,000,00 do empréstimo e ganha 520,000.00 líquido sem ter aplicado nenhum centavo de capital próprio. Gostou da ideia? Não se meta à besta! Logo verá porquê.

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As pessoas se entusiasmam quando estão ganhando dinheiro do nada. Acham-se formidáveis, compram carros de luxo e começam a esbanjar com festas e bebidas caras. Na realidade não percebem o que estão fazendo nem que navegam em águas turvas e perigosas, cheias de recifes ocultos.

É o que o gráfico acima mostra com clareza. Entramos profundamente numa zona de extremo perigo e os ‘ban-ban-ban’ continuam na festa. Quando ocorrer o colapso, não dará tempo para fazer nada e a perda pode ser muito maior que o capital empregado. O incauto terá de vender às pressas a Ferrari por qualquer preço e ainda ficará devendo. Este é um negócio para especialistas experientes e dotados de inteligência emocional.  Estamos na iminência de um novo colapso, talvez já em 2016.

DERIVATIVOS

Outra maneira de se avaliar a sanidade do mercado é observar como andam os derivativos, instrumentos complexos e perigosos que permitem alavancar os ganhos e também as perdas em muitas vezes mais que as variações nos preços das ações.

Um caso curioso ocorreu com a SADIA. Essa empresa havia feito uma oferta hostil para comprar a PERDIGÃO, sua concorrente. Os acionistas da Perdigão resolveram resistir e não aceitaram a oferta. A Sadia havia acumulado muito dinheiro especulando com derivativos de câmbio, quando o real subia continuamente contra o dólar, o contrário do que acontece atualmente. De repente, a tendência se inverteu e pegou a Sadia desprevenida com um prejuízo biliardário e, para não quebrar teve que aceitar ser comprada pela Perdigão o que deu origem à atual Brasil Foods.

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O gráfico acima indica que o mercado está excessivamente alavancado, dirigido para empréstimo e especulação. O índice PL que é o quociente do preço da ação pelo lucro que a ação produz está na média mais alta, como ocorreu em apenas três ocasiões, em um século.

Em resumo, fica claro que a política do FED facilitou a elevação das cotações das ações a níveis irreais, incutindo uma ilusão sobre o estado real da economia, embora o país esteja em depressão técnica.

O QUE OS GRÁFICOS ABAIXO NOS DIZEM:

1—O dólar está muito forte, agora.

2—A recente alta do dólar é cerca de duas vezes a dos dois últimos períodos de tendência altista.

3—Quando o dólar sobe forte e muito, tende a cair rapidamente. A razão é que quando os insiders do mercado, aqueles investidores que estão por dentro das informações relevantes, percebem que há uma inversão de tendência, desmontam rapidamente suas posições em margens e derivativos vendendo os dólares à mercado, o que faz cair a cotação com aumento de volume, o que assusta os incautos que não sabem o que está acontecendo e resolvem vender também, criando o conhecido efeito manada ou estouro da boiada e os preços simplesmente despencam.

Eu calculo que a queda próxima poderá ser de 33% ou mais do que o dólar ganhou desde o último vale.

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A queda do dólar nessa magnitude vai impactar cada setor da economia. Eletricidade, alimentos e combustíveis subirão de preços, assim como as commodities que são cotadas em dólares. Haverá fluxos de recursos do setor exportador para o importador; a inflação que hoje é muito baixa subirá rapidamente pela conjunção de outro fator de profunda importância que é a entrada do Yuan na cesta de moedas, diminuindo a importância do King Dollar como moeda reserva e, consequentemente, reduzindo a liquidez dessa moeda, o que obrigará a impressora a trabalhar em horas extras para fazer frente à dívida crescente. É uma situação muito grave e os EUA estão atualmente sem instrumentos eficazes para fazer frente a essa situação que os políticos e burocratas construíram ao longo dos anos.

Os gráficos abaixo mostram o que aconteceu no passado. Por que não agora?

Basta considerar que a situação atual é insustentável como tive a ocasião de demonstrar em vários de meus artigos.

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Você emprestaria dinheiro a um amigo com R$ 56.000,00 na poupança e uma dívida na praça de R$ 3.500.000,00?  Eu não. Se emprestar, perderá o amigo e o dinheiro. Se não emprestar perderá apenas o amigo. É a opção mais barata.

Pois esta é exatamente a situação do FED, um banco tecnicamente quebrado, incapacitado de agir no momento da crise que se aproxima.

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Débito do FED, o Banco Central, gira atualmente na relação Debt/Capital = 80, COM $4,500 BILLION.

Em novembro último no encontro do G-20 na Austrália, o governo dos EUA mencionou algo que os americanos ficariam chocados de ouvir. No evento, os EUA concordaram que em crises, as contas pessoais bancárias podem ser bloqueadas pelo governo para pagar os débitos e obrigações bancárias. E olha que a presidente Dilma estava presente e ouviu a tradução simultânea. Ainda bem que ela nunca se utilizaria deste expediente, graças a sua sensibilidade social.

Para encerrar este capítulo com chave de ouro, quero mostrar o que aconteceu na Grécia, um pais europeu, berço de nossa civilização ocidental.

Os caixas eletrônicos pararam de operar e as pessoas não podiam ter acesso ao dinheiro que lhes pertenciam. Os caixas do banco só disponibilizavam uma quantia pequena por dia. Dinheiro racionado pelo governo.

Normalmente, as pessoas pensam que o dinheiro que elas têm depositado no banco é delas e está lá disponível para quando desejarem colocar as mãos nele.

O sistema bancário não funciona assim está interligado com as instituições do governo e com o Banco Central que disponibiliza recursos aos bancos pela taxa Selic.

O banco fica com uma reserva, para atender o dia-a-dia, de menos de 2% do total de depósitos. Se ocorrer uma situação de insegurança na qual uma multidão de gente resolva sacar o seu dinheiro (assim como aconteceu com o BTG, neste mês) o banco não terá disponibilidade e terá de recorrer a outros bancos e ao Banco Central. Se o problema for sistêmico, também esses outros bancos estarão na mesma situação de insolvência. O que acontece é o reproduzido nas fotos da Grécia, a seguir.

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Se o governo necessita de US$ 7,8 trilhões em novos débitos para produzir um crescimento econômico de apenas US$ 1,7 tri, como demonstrei com números oficiais no relatório II desta série, esta situação é insustentável e o povo pagará por isso. É sim, caso para se preocupar!

Voltarei na próxima sexta, até lá!

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