out 132017
 

ANALISE TÉCNICA DO ÍNDICE BOVESPA

Numa visão ampla do índice, como mostrada no gráfico acima, destacamos os seguintes pontos, muito significativos:

III – final da terceira onda primária que alcançou o teto máximo em 73.920 em 30/05/2008, nas vésperas do crash produzido pela crise financeira nos EUA que se irradiou em escala global.

IV – em apenas cinco meses o Índice derreteu para a cota 29.435, uma desvalorização de 60,18%, completando a quarta onda primária e causando uma perda patrimonial sem precedentes para os investidores que não tomaram precauções defensivas, uma vez que os sinais eram bastantes evidentes antes desta ocorrência.

> a reação que se seguiu foi forte e completou a onda intermediaria (1), de um grau inferior à primária, na cota 73.103 em apenas 25 meses, em 30/11/2010. O teto anterior, entretanto, não chegou a ser ultrapassado, o que não tem importância, neste caso.

> o que sim, tem importância foi o prolongado período desenvolvido pela onda intermediaria (2) a qual permaneceu presa num túnel Bear durante nada menos de cinco anos e dez meses. A razão mais plausível para essa ocorrência foi a eleição de Dilma Rousseff para governar o Brasil. Durante todo o período de seu desgoverno a bolsa americana subiu sem parar ocorrendo um descolamento prolongado da bolsa brasileira em relação à americana.

W1 – a partir da finalização da onda (2) observamos o início da onda menor w1 de grau imediatamente inferior a onda intermediaria anterior, a qual conseguiu, como era esperado, ultrapassar a barreira do túnel, quando o impeachement da ‘infeliza presidenta’ estava em curso. Ademais encerrou sua escalada na cota 69.487.

W2 – a seguir a onda w2 de mesmo grau efetuou a correção até a cota 60.314.

W3 – estamos observando, agora, a onda w3 que se expande com ótimo momentum e força, a qual deve alcançar a cota 92.755 e, se as condições forem favoráveis poderá ir até 112.804, porém com bem menor probabilidade.

O efeito Dow Jones: na semana passada publiquei a análise do índice americano prevendo uma queda substancial para novembro. Contudo, como ficou demonstrado aqui, a bolsa brasileira se atrasou muito com as incertezas quanto ao futuro do país, perdendo investimentos do exterior e nacionais. É possível que muitos investimentos dos EUA possam voar para o Brasil em razão do saneamento produzido pela Lava-Jato, das reformas que já foram introduzidas pelo atual governo e especialmente se passar a reforma da Previdência, o que evitará um rebaixamento do nosso crédito pelas Agências de Risco.

Mas, no Brasil, até o passado é imprevisível.

Bons investimentos a todos.

* * *

out 072017
 

Índice Dow Jones Industrial

Tenho péssimas notícias, mas quando anunciadas com alguma antecedência podem se tornar em grandes oportunidades.

Se não quiserem perder dinheiro prestem atenção ao que tenho a dizer.

O gráfico DJI, acima, indica o ocorrido, também previsto por mim, em consequência da grave crise de 2.008. O Índice havia completado a onda primária III em 14.198,10 e caiu, no bojo da onda IV, para 6.469,95, uma perda de 7.728,15 pontos ou 54,43%!

Para amenizar os efeitos da grave crise econômica, o FED, o Banco Central dos EUA, introduziu os programas Quantitative Easing, por meio dos quais foram injetados na economia 4 trilhões de dólares, surgidos da impressora oficial.

A impressionante liquidez gerada por esses programas turbinou as bolsas com impressionante evolução até os dias atuais.

Minha análise é fundamentada nos ciclos econômicos e se desenvolvem em cinco ondas sucessivas, três de alta e duas de correção técnica, mantendo as características de mercado Bull.

Como o gráfico indica, quatro ondas deste ciclo já foram completadas e a última onda w5 completará a onda intermediaria (5) e, simultaneamente a onda primária V.

Minha previsão, de maior probabilidade, é que esse encerramento se dará nas proximidades da cota 23.666,00. A partir daí a queda será livre e encontrará suportes em uma das três barras horizontais indicadas no gráfico. As perdas previstas serão de 18,7%; 30,37 e 49,14%. Essa ocorrência está prevista para meados de novembro deste ano. Não há muito tempo, mas o suficiente para tomar medidas preventivas, como fazer caixa e operações estratégicas de proteção de patrimônio. Não esperem para tomar providências nas vésperas, pois a liquidez irá reduzir.

Boa sorte a todos e bons investimentos.

* * *

ago 042017
 

ÍNDICE NASDAQ

Está impossível efetuar uma análise substantiva. A razão é a seguinte: o índice tem em sua composição um alto percentual de empresas verdadeiramente campeãs: Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet (Google) e Face Book. Dado o elevado valor atingido por essas empresas, que se tornaram alvo de demandas pelo governo por prejudicar a concorrência em função de suas altas tecnologias e modelos exitosos de negócios, suas cotações têm oscilado com alta volatilidade. Parece que os EUA já não são o país das oportunidades.

O gráfico ao lado indica claramente a repercussão no índice, desse fato.

Contudo, efetuando uma projeção das minhas análises anteriores, o índice teria por meta, ao completar a atual onda w1, componente da onda intermediaria (5), alcançar as cotações na faixa 5.803 – 6.263.

Na realidade, o máximo atingido foi 6.422,75, em 26/julho, excedendo minha meta em 2,6%.

ÍNDICE DOW JONES:

Está para completar a onda w3 componente da onda intermediara (1) na cota máxima 23.090. Após, sofrerá queda com suporte na faixa 21.045 – 19.838, caso alcance a cota máxima prevista, o que é bem provável.

ÍNDICE S&P 500:

Está completando a onda w5 de (1), cujos alvos são: 2.514 / 2.870 / 2.949. A cotação de hoje é 2.476. Por se tratar de primeira onda, os suportes da correção que virá serão calculados a partir da cota máxima.

ÍNDICE BOVESPA:

O índice está cursando a onda w1 da onda intermediaria (5) que terá força para alcançar as resistências cíclicas em 72.973; 77.539; 78.245. A partir de qualquer delas sofrerá um ajuste técnico mais expressivo. Cotação de hoje: 66.897.

 

Espero que com estas indicações possam efetuar bons investimentos.

Até breve!

fev 172017
 

Como podem observar pelo gráfico, o índice rompeu a resistência superior do túnel, no qual ficou recluso desde novembro de 2010, mas sem grande entusiasmo pela liberdade. Observe o ritmo da subida à esquerda como era expressiva.

O mesmo gráfico em variação semanal mostra a evolução da onda intermediaria (3) se desenvolvendo em cinco ondas 1-2-3-4 e a 5 irá finalizar no máximo em 74.053 de onde retornará numa correção técnica, no bojo da onda (4) de grau intermediário.

Até lá, as escolhas deverão ser bem seletivas e os resultados podem surpreender.

dez 072016
 

O índice que representa as ações de tecnologia da bolsa americana vem apresentando uma tendência Bull, desde o encerramento da onda primária (4) na cota 4,209.76. Sua expansão está se realizando através de cinco ondas minuto que completará a onda menor w1, muito provavelmente em 5,794, podendo alcançar o máximo de 6.263 com 15% de probabilidade, antes da próxima correção técnica.

dez 072016
 

Após finalizada a onda intermediaria (4) na cota 15,450.56 o índice da bolsa americana embalou uma alta com grande energia e, em cinco ondas minuto, completou a onda menor w1 em 18,868.44, retornando numa correção técnica para o nível 18,868.44 perdendo apenas 785 pontos para, em seguida, com a vitória de TRUMP, embalar uma alta continua e forte até o nível atual de 19,274.85. Com todos os indicadores apontando para o céu, as novas resistências serão 21,101 e 23,090 o que ainda dá um extraordinário fôlego de Bull Market para a bolsa.

Tenha em conta de que se trata de uma reação emocional, pois a vitória de TRUMP com suas promessas falaciosas nada tem a ver com a realidade da economia americana e sua atual liderança no panorama global. Portanto, aproveitem a alta com o espírito preparado para um retorno rápido utilizando-se do ferramental disponível de proteção de patrimônio.

dez 072016
 

Como o gráfico indica, o Bovespa conseguiu sair do túnel que o manteve cativo por longos anos, mas não teve forças para se afastar resolutamente da linha de resistência superior. Também com a situação política e econômica que envolve o país, até que o índice foi corajoso em alçar voos acima da resistência. Completou a onda w3 na cota 65.291 e atualmente está desenhando o tríplice a-b-c que completará a onda w4. No momento, a cota mínima atingida foi 58.092 que varou dois suportes, mas os indicadores não garantem a virada ainda, situação essa que poderá levar o índice a testar o terceiro suporte em 54.646. Se tal ocorrer, o índice entrará novamente no túnel e necessitará de muita energia para dele sair.

out 242016
 
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ATUALIZAÇÃO DO ÍNDICE BOVESPA EM 24/10/2016

Conforme havia mencionado na última análise deste índice, se houvesse o rompimento da linha de resistência do túnel, onde o índice permaneceu cativo por seis anos, poderia subir razoavelmente no bojo da onda intermediaria (3), composta de 5 ondas menores.

Terá terminado este ciclo, tal como indicado acima?

Temos que observar duas coisas: hoje o índice apresentou uma volatilidade anormal, tal como se pode observar pela última barra de cor verde. Isso representa um crescente nervosismo dos investidores, principalmente dos estrangeiros que estão sendo falsamente informados de que a situação no Brasil mudou da água para o vinho, com as medidas tomadas pelo novo governo. Aqui, nós sabemos que ainda nada foi aprovado, que a situação continua confusa, que prefeitos e governadores têm ido à Brasília em busca de verbas e que a situação fiscal do país não vai mudar até final de 2017.

Contudo, a Bolsa não tem correlação com fatores econômicos e sim com o comportamento dos investidores. Pelo visto, os investidores mantêm a confiança de melhora futura, tanto assim que apesar da amplitude da variação observada hoje, até o momento em que escrevo, o fechamento está no alto. Pelos meus cálculos o índice tem fôlego para alcançar de 68.700 a 76.270. Atualmente, está em 64.691, na máxima. O problema é a probabilidade que está muito mais pendente para uma correção forte, já a partir de amanhã, e que poderá produzir uma desvalorização de até 16%. Sobram 28% de chance para que a alta continue até 68.700 ou 76.220.

Saiba como se proteger e bons investimentos.

out 192016
 

1- Um Mundo Endividado

De acordo com o FMI, o mundo está inundado com US$ 152 trilhões de débitos, públicos e privados.

1Esse número sozinho diz muito e nada, ao mesmo tempo. Então vejamos o que significa, realmente: esse monte de trilhões cobriria nove campos de futebol apenas com notas de $100 dólares empilhadas a uma altura de 33 metros, o equivalente a um prédio de 11 andares. A ideia ficou melhor, agora?

Esse débito significava, 225% do produto bruto mundial, em 2015. Trocando em miúdos, significa que para cada dólar de riqueza criada, com produção de bens e serviços, se faz necessário $2,25 de novos empréstimos.

Como referência, quando a União Europeia foi criada ficou estabelecido um acordo entre os países membros de que cada país não poderia exceder 60% na relação débito/GDP. (GDP é o equivalente ao nosso PIB). Entretanto, Grécia, Espanha, Itália, Portugal e quase a maioria dos países não respeitaram esse limite e a Europa está capengando, em consequência.

Fazendo uma analogia ao Brasil, os governos federal, estaduais e municipais também não respeitaram a Lei de Responsabilidade Fiscal e agora está em processo de aprovação na Câmara e Senado a PEC do TETO, que impõe um limite à dívida pelo prazo de 20 anos. Aposte que será objeto de emendas, alterações e descumprimento já nos próximos dois anos. Políticos só sabem gastar.

A razão é simples: gasto público é comandado por políticos que não se importam com a economia do país, mesmo porque não são preparados para entendê-la. A motivação que os move está focada no voto popular e na permanência no poder. Por outro lado, no setor privado, se a direção da empresa faz barbarismos com os gastos, os acionistas vendem suas participações em títulos e ações e o preço desses ativos caem penalizando a empresa. No setor público isso não acontece, porque o investidor principal é o estado, comandado por políticos e então…a conta é socializada, através de inflação, perda de empregos, queda de atividade e aumento de impostos, tudo com recursos do povo, em favor do povo e pelo povo.

O FMI afirma também que o a relação débito/GDP, vem crescendo constantemente ao longo dos anos e que uma atitude deve ser tomada logo antes que haja um crash no sistema.

Nos últimos anos, desde a última crise de 2008, a maior desde o grande crash de 1929, os bancos centrais têm feito muito experimentalismo malsucedido. O Quantitative Easing (QE) que inundou os mercados em vários trilhões de dólares não conseguiu produzir o esperado crescimento da atividade econômica. Outro experimentalismo foi a redução e permanência da taxa de juros próxima de zero durante 9 anos seguidos e que tampouco deu resultados. Tentativas do FED de provocar inflação deu resultado negativo e agora a nunca antes tentada em tempo algum — as taxas de juros negativas — instituídas pelos Bancos Centrais de diversos países, entre eles a União Europeia, Japão, Suécia, Suíça, Dinamarca, também tem apresentado resultados negativos.

Os economistas do FED e do FMI não estão sabendo como lidar com a situação, já esgotaram todas as ferramentas conhecidas de estabilidade ou reversão de situação e o que sabem fazer é o que estão fazendo, interferindo a todo o momento na produção de bens e serviços com ameaças de aumento de juros e manipulações nas taxas de câmbio tornando impossível qualquer planificação de produção, custos, previsões de comercio exterior, tornando instável e arriscado os mercados de títulos e valores e, em consequência, produzindo em escala global o desemprego, queda da produtividade, paralisações de produção e grandes desperdícios.

Vários países estão estudando, através de suas universidades e grupos especiais de estudos, alternativas para essa situação crítica. Entre eles, dois pesos-pesados entraram em cena, ultimamente.

2-Rússia e China

O petróleo proveniente da Grã-Bretanha, o denominado BRENT era muito exportado para a Europa e outros países, por isso era uma referência na cotação internacional da commodity. Atualmente, as reservas de petróleo da GB estão quase esgotadas e o volume de suas exportações reduzidas são pouco significativas em relação a outros exportadores como OPEP e, de modo destacado, a Rússia.

Com a saída da GB da EU, pelo BREXIT, a Rússia está assumindo o lugar como a mais significativa exportadora do URALS blend. O presidente Putin já manifestou diversas vezes, em conjunto com a China, que têm a intenção de afastar-se do domínio do dólar no mercado internacional. A Rússia está agora em condições de fixar o preço do petróleo na Europa e em outros países importadores e a consequência será a queda significativa do dólar nas transações de energia e posteriormente, por agregação, de outras commodities o que já está acontecendo, agora mesmo. A causa são essas políticas comerciais adicionadas ao sentimento de descrédito nas políticas implementadas pelo FED, um banco reconhecidamente falido com débito/capital > 80 vezes, ou seja, 80 dólares de dívida são garantidos por 1 dólar de capital.

Agora, em 01 de outubro, a China ingressou oficialmente na SDR, a cesta de moedas reservas do FMI. A composição atual da cesta é a seguinte:

Cesta SDR

Dólar                41,30%
Euro                 30,90%
Yuan                 10,92%
Yen                     8,30%
GBPound          8,10%

Eu já havia comentado que a China vem sacando de suas reservas trilhionárias para reduzir sua exposição ao dólar, já prevendo a desvalorização da moeda americana, que aliás, já vem ocorrendo. Fechou acordo com vários países do oriente, oriente médio e ocidente para que as negociações relativas ao comercio internacional com a China sejam efetuadas em sua moeda Yuan, agora uma moeda oficial de reserva. Recentemente, a UNCTAD (Conferência das Nações Unidas Sobre Comércio e Desenvolvimento) confirmou a saída de capitais da reserva americana em $656 bilhões de dólares em 2015 e mais $185 bilhões, apenas no primeiro trimestre de 2016.

A anunciada perda da hegemonia do dólar no mercado internacional, que não acontecerá, por sorte, da noite para o dia, mas que certamente sofrerá uma deterioração continua, irá mudar o cenário econômico e político do mundo nos próximos anos.

3As eleições nos EUA já estão indicando que o povo americano não está feliz com as orientações políticas de seu país e daí surgiu o fenômeno Trump, o candidato republicano, odiado pela direção do próprio partido que o aceitou e pelo stablishment político. Mesmo assim, Trump tem grande chance de se mudar para a Casa Branca. Após as eleições chegará a hora da verdade e quando os tapetes forem removidos para a lavanderia, ficará exposta a verdadeira situação do país.

3 –A mídia americana acusa a China de manipular o Yuan.

A razão é simples: desviar a atenção do público dos fracassados programas de política monetária dos EUA para um suposto culpado.

Você deve ter observado que o dólar que vinha caindo em relação às demais moedas reagiu nas últimas semanas devido as declarações orquestradas de vários integrantes da cúpula do FED favoráveis a elevação da taxa de juros. Consequentemente o Yuan, acompanhado das demais moedas fortes, se desvalorizou, mas a mídia caiu em cima da China acusando-a de manipular o Yuan.

2O gráfico acima mostra a desvalorização do dólar comercial em relação ao real, que obviamente se valoriza.

Entretanto, como deve ter notado um leitor atento, o FMI que introduziu o Yuan no seleto grupo integrante da cesta de moedas reserva—SDR— no último 01 de outubro, não fez comentários e nem poderia fazê-los. A razão, é o Acordo de Shanghai, aquele para o qual já dediquei um relatório especial. Segundo esse acordo, a condição para o Yuan ingressar na citada cesta de moedas, seria ficar atrelado ao dólar, ou seja, se o dólar sobe ou desce a relação cambial entre as duas moedas não se altera. A China ampliou a negociação a seu favor indicando que o atrelamento ao dólar já foi experimentado no passado, mas a política experimentalista do FED prejudicou enormemente as exportações da China, um pais em desenvolvimento. Assim proporia uma contraproposta, que afinal foi aceita pelo FMI. Nessa proposta a China incluía um compromisso e um procedimento de total transparência que pudesse ser comprovado pelo órgão regulador de ausência de manipulação, pela China, na fixação do valor de sua moeda e isso se faria através de um duplo atrelamento. Caso o dólar se desvalorizasse, o Yuan ficaria atrelado ao dólar, mas se o dólar se valorizasse o Yuan ficaria atrelado ao CFETS (China Foreign Exchange Trade System) uma cesta de moedas composta pelas moedas dos treze países, maiores parceiros da China no comércio internacional.

Agora mesmo, o dólar, pela razão acima apontada, se valorizou contra o EUR, GBP, JPY, REAL e outras. Então, conforme o Acordo de Shanghai o Yuan se desvalorizou o mesmo que o índice CFETS. Quando o dólar voltar a se desvalorizar o Yuan acompanhará o dólar. Agora, convenhamos, os chineses têm jogo de cintura, né não?

4 – Porque Devemos Responsabilizar O Sistema Monetário?

A razão mais séria que a economia mundial está enfrentando não é devido à globalização, nem à automação, nem ao envelhecimento da população, nem ao excesso de poupança ou à ausência de demanda. Sem a menor dúvida ela deve ser creditada ao Sistema Monetário.

Desde 1971, quando o padrão ouro foi abolido pelo presidente Nixon, a moeda americana tornou-se uma moeda de vento a qual passou a criar uma prosperidade baseada em débitos ao invés de genuína riqueza, resultando em mais baixo crescimento, menores salários reais e alto nível de débitos impagáveis.

4Problemas apresentados pelo atual Sistema Monetário:

—Nosso dinheiro provém de um monopólio. O governo é o único com poderes de criar e suprir a moeda que usamos.

—Nossa moeda não é aferida por nada, desde 1971.

—O governo deveria ter instrumentos que pudesse persuadir aos usuários do dinheiro que ele produz, que esse dinheiro tem fundamentos para manter seu valor no longo prazo, de forma estável.

O gráfico, a seguir mostra como desde 1971, quando o padrão ouro deixou de existir, o dólar se desvalorizou em relação ao ouro, esta uma moeda estável em seu valor no longo prazo. Significa que uma quantidade X de dólares comprava, em 1971, 100 gramas de ouro. Atualmente, a mesma quantidade X de dólares compraria apenas 3 gramas.

É com a impressora que os políticos destroem o valor da moeda.

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5–Seria Plausível O Retorno Do Ouro Como Âncora Da Moeda?

Certamente, este é um tema controvertido. Há muito tempo atrás, Milton Friedman, um economista monetarista, foi um grande crítico do ouro como apoio às moedas. Ele argumentava que não fazia sentido retirar das profundezas da terra uma quantidade de ouro a um custo altíssimo para depois voltar a enterrá-lo num cofre.

6Aparentemente faz sentido, mas pense um momento na seguinte situação: porque você gastaria muito dinheiro colocando fechaduras nas portas de sua casa, distribuindo chaves para toda a família, quando para entrar e sair bastaria um trinco, apenas.

A razão é lógica: você não confia na vizinhança e nas demais pessoas. O mesmo ocorre com o dinheiro. Você trabalha para ganhar dinheiro que não é escolhido por você, mas pelos políticos, fabricado por eles e desvalorizado por eles, transferindo para você os ônus de uma moeda com menos valor, o que reduz o poder de compra de seu salário.

Então faz sentido, sim, colocar um basta nessa festa dos políticos e limitar a emissão desordenada de moeda. Uma forma de fazer isso é colocar a fechadura no cofre onde permanecerá enterrado o ouro. Se não puderem emitir moeda sem o correspondente lastro de ouro, os políticos não poderão fazer o que querem com nosso suado dinheirinho.

Claro está que os políticos que acabaram com o padrão ouro, que deu certo durante séculos, não querem a volta dele porque seria um seguro contra a emissão de moeda sem lastro e é o que eles sabem e gostam de fazer. Então, arrumam vários argumentos contrários a essa medida. Dizem que não há ouro suficiente para bancar a quantidade atual de moeda em circulação. Há muitas formas de derrubar esse argumento. Uma delas seria elevar o preço do ouro. Teríamos riqueza real com valor intrínseco suficiente para cobrir toda a base monetária. Parece absurdo? A ideia não é minha. O presidente Roosevelt fez exatamente isso em 1934. Aumentou 70% o preço do ouro em dólares e a deflação parou, a economia avançou e a Bolsa subiu. Funcionou!

Falta dizer que Milton Friedman, mais tarde, reconheceu, quando se deu conta de como se tornou fácil para os políticos manipularem o valor da moeda, que ele estava errado em sua apreciação.

6 – O Fator China

Em outros relatórios, expliquei que a China vem organizando um novo Sistema Financeiro para operar com independência do dólar.

Como há mais de uma década ela vem empilhando barras de ouro, além de ser ela própria a maior mineradora de ouro no mundo, me faz crer que esse novo sistema que vem negociando com os países asiáticos, Índia, Rússia, África do Sul, Brasil e vários da América Latina, além de países ocidentais como Grã-Bretanha, Alemanha, França, Suíça e outros, terá como característica o atrelamento do Yuan ao ouro, como forma de ganhar confiança e adesão ao seu plano, especialmente no momento em que os EUA começam a perder força e credibilidade aos olhos do mundo.

7Não se desespere, o presente relatório tem por objetivo informar o que está acontecendo e porquê, para que tome suas precauções em defesa de seu patrimônio e o de sua família e faça seus investimentos com cuidado sem grandes expectativas para o futuro imediato que poderá sofrer um grande desastre a qualquer momento. A vida prosseguirá mais fácil ou difícil, dependendo de se colocar do lado certo com base em seus conhecimentos.

P.S.: Para os estudiosos e interessados no assunto do presente relatório, lembro que escrevi uma série de artigos, rigorosamente pesquisados e numa linguagem acessível, mesmo para não economistas, e relacionados com a temática “Guerra das Moedas”.

Poderão ter livre acesso a esse material, copiá-los ou imprimi-los diretamente aqui no meu site.

Os direitos autorais não são para criar reservas do conhecimento, mas para ser partilhados entre todos os que querem aprender.

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set 142016
 
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ATUALIZAÇÃO DO ÍNDICE BOVESPA EM 14/09/2016

Como poderão verificar nas análises anteriores deste índice, afirmei que o mesmo está recluso em um túnel descendente desde novembro de 2010. O gráfico mostra as linhas delimitadoras desse túnel, as linhas de suporte e resistência.

Como podem observar, embora essas linhas tenham sido rompidas, não houve descolamento das barras na linha superior de resistência, razão pela qual o índice retrocedeu e o fará até duas linhas de suporte em 55.630, e se varada esta irá buscar suporte na segunda em 52.743.

Estas são as duas principais cotas alvo na hipótese de que o índice está desenvolvendo a onda menor ‘4’.

A probabilidade de que esta versão esteja correta é de 75%. Contudo, se o segundo suporte for varado, com uma barra totalmente despregada da linha, a queda será maior e teremos a formação de um tríplice que o conduzirá às cercanias da barra inferior do túnel. Até lá daremos os detalhes desse movimento com 25 % de chance.

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