BRASIL, PAÍS EMERGENTE?

Dagoberto Aranha Pacheco

No ANO 2001 o termo BRIC, sigla formada pelos países Brasil, Rússia, Índia e China foi criada pelo economista do grupo Goldman Sachs, Jim O’Neill.  Recentemente o criador da sigla veio a público para informar que o Brasil não deveria, na realidade, pertencer ao grupo.

Um país para ser emergente, segundo a classificação de O’Neill, deveria apresentar várias características, entre elas:

-mão de obra farta em processo de qualificação.

-investimentos em infraestrutura como portos, aeroportos, ferrovias, estradas, produção e distribuição de energia e investimentos em energias renováveis, entre outros.

-produção e exportação em expansão

-economia em crescimento constante (PIB)

-desenvolvimento da expansão digital com inclusão da população mais carente.

-mercado de capitais forte com crescimento na participação de investimentos estrangeiros.

-investimentos privados e estrangeiros em vários setores da economia.

-fortalecimento do comercio internacional, maior abertura e redução sensível de práticas protecionistas.

-redução do tamanho do estado e das intervenções na economia, reformas estruturais que reduzam a burocracia, simplifique a legislação trabalhista e obtenham o aprimoramento dos sistemas educacionais, jurídicos, saúde pública e a segurança dos indivíduos.

Essa é a cara do Brasil?

Investimentos em infraestrutura é construção de estádios de futebol superfaturados, trem bala para fins eleitoreiros, desvios de cursos de rios e obras paradas em todo o país. A incapacidade do governo é tal que agora, tardiamente, aderiu às privatizações as quais combatiam durante o governo FHC e o acusavam de entreguista.

Educação é obtida pela substituição da meritocracia pelas quotas nas escolas e universidades que a fizeram perder o padrão de qualidade que as universidades públicas possuíam.

Pleno emprego é obtido pela Bolsa Família, remuneração da Previdência que garante um salário mínimo a todo o cidadão sem fontes de recursos, privilégios que criaram um enorme contingente de 10 milhões de jovens, os chamados da geração “Nem-Nem”, que nem estudam, nem trabalham. Estes somados aos que poderiam trabalhar, mas desistiram de procurar emprego para não perderem os benefícios oferecidos pelo governo paternalista, explicam as falsas estatísticas de pleno emprego num país que cresce a passos de cágado com PIBs mínimos.

Este é o Brasil da Governança Petista que manipulam estatísticas, intervém na economia, está afundando a Petrobrás para as profundidades do pré-sal, que cria insegurança nas empresas e mercados estabelecendo regras como a redução dos juros por decreto, redução das tarifas de energia elétrica, aumento de impostos e desonerações sem critério técnico, além do desmantelamento do tripé (responsabilidade fiscal, meta de inflação e cambio flutuante) que deu segurança e estabilidade ao Plano Real.

São os petistas que só consideram as leis quando lhe são favoráveis, mas como ocorreu com o caso do mensalão, cujo ex-presidente sempre afirmou que nunca existiu e que levou à prisão políticos de expressão do partido e de outros que davam sustentação ao seu governo, agora, de forma deslavada, querem privilégios de que não são merecedores e desmerecem o Poder Judiciário.

O Brasil é isso: um país rico em recursos naturais, mas que estão sendo desbaratados, que dá guarida a criminosos de todos os países que aqui queiram aportar, que tem uma população grande de maioria analfabeta, que faz pouco da elite, (e um país sem elite não pode progredir) e possui um governo incompetente que tem por ideologia ganhar eleições e permanecer no poder custe o que custar.

O Brasil não tem futuro, é um país que clama pelo atraso, que tem uma população de cordeiros conformados que esperam pacientemente o dia do abate.

Feliz Ano Novo.

 

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