set 042016
 

O outro lado da moeda

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Segundo a Wealth – X Billionaire Census, os bilionários do mundo todo estão mantendo cerca de US$ 1,7 trilhões em dinheiro vivo.

Quer saber o motivo?

Estamos em um cenário de taxas negativas em quase todos os bancos do mundo desenvolvido. (Não é o caso do Brasil, campeão medalha de ouro dos juros altos).

Juros negativos significam que temos de pagar para que nosso dinheiro fique depositado nas contas correntes dos bancos. Se aplicar em bonds, além da taxa próxima de zero, os títulos estão se desvalorizando pelo excesso de ofertas.

Os EUA, Japão e Europa fizeram os programas ‘Quantitative Easing’ que significou a compra de títulos da dívida negociados no mercado para seus respectivos tesouros e, em contrapartida, injetaram uma quantidade absurda de dinheiro vivo nos seus respectivos mercados. O FED, com uma estrutura desequilibrada de endividamento (tem 83 dólares de dívida para cada dólar de patrimônio próprio), necessita iniciar um programa de venda de títulos que estocou, mas se aumentar a oferta os preços dos títulos cairão ainda mais e não haverá compradores, por isso a urgência que têm em elevar a taxa básica de juros para que os títulos possam ser vendidos. Porém, se o fizer, o FED provocará a recessão no pais que já está em depressão econômica há oito anos. É essa armadilha a que aludi em meus ensaios sobre “A Economia Americana” disponível aqui neste site.

Se o FED aumentar a taxa de juros é certo que a bolsa cairá, pois, as empresas entrarão em dificuldade, os investimentos serão reduzidos, o crédito ficará mais caro e a consequente valorização do dólar reduzirá a força exportadora do país e a competitividade das empresas com consequências negativas para a economia nacional. Por isso, acho que a chefe do FED terá o bom senso de uma vez mais prorrogar essa ameaça para mais adiante.

Por essa razão, sem alternativas à vista, os bilionários querem dinheiro em caixa e aplicados em ouro, uma moeda mais confiável.

Você deve fazer o mesmo se pretende, no futuro, ser um deles ou continuar sendo como eles.

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